I LOVE ALL STARZ!


29.9.04
"JÁ TÁ SABENDO DA PRÓXIMA FESTINHA?"

Sábado, 09/10/2004, hein!

E daqui a pouco tem maiores infos!

;^D




28.9.04
"FIM DO VINIL?"

Dave Clarke, um dos pioneiros do techno na Inglaterra, anunciou recentemente que está deixando de fazer viradas com discos de vinil. No lugar, o top está discotecando com CDs.

"Eu sei que muito de vocês ficarão desapontados, mas, mesmo amando vinil, esse tempo já deu", diz Clarke em seu site (www.daveclarke.com). "Isso irá acelerar a evolução das minhas músicas e também de outros produtores nos clubes. Assim, ficará mais barato lançar e será possível trabalhar com selos menores", argumenta o DJ. Tecnicamente, ele acredita que "as freqüências de baixo ficarão mais gordas, e a flexibilidade em mixar sem utilizar vinil é demais".

Clarke deixa claro que não está trocando vinis por laptops e programas de computador, como Final Scratch ou Albeton, como já fez o DJ Sasha. Ele ainda ressalta que só servem os novos toca CDs da Technics, modelo SL-DZ1200. "Por favor, entendam que as marcas Pioneer ou Denon não serão usadas e nesse caso os toca discos Technics 1210 ainda serão necessários", ele completa.

"Em semanas, eu estava me livrando de vinis e CDs pra me jogar na estrada usando meu computador", disse Sasha em abril deste ano ao informativo online Jonty Skruff. "E isso vai continuar me permitindo mixar. Eu continuo interessado em procurar a mixagem perfeita, mas os sons ficarão com muito mais qualidade", continuou o tranceiro, um dos DJs mais populares do mundo.

Outro caso é o do DJ Judge Jules, da Radio 1, de Londres. Ele também trocou os bolachões por CDs há pouco mais de um mês. Porém, numa apresentação recente em Manchester, resolveu usar vinis, depois de consultar o feedback de sua resolução no seu site. Em seu diário semanal diz: "A maioria de vocês acha que isso tudo é apenas programar e mixar. A música é mais importante, não o formato".

Que essa história é polêmica e ainda vai dar muito pano pra manga não resta dúvida.

Essa discussão já é antiga, né? Eu mesmo adoro o vinil, o formato, o encarte, a manipulação. O único problema é o preço aqui no Brasil do vinil importado. Com a taxação/impostos de importação, o preço final fica meio salgado. Mas não vejo problemas em tocar com CD também. É mais pratico, mais leve, mais manuseável.

Mas aqui o que importa mesmo é a música que sai das caixas de som. Essa sim tem que ser boa!


23.9.04
"LONDON IS BURNING DOWN, DOWN, DOWN!"

"Quando alguém cansa-se de Londres, cansa-se da vida. Porque há em Londres tudo o que a vida tem a oferecer".

Exagero, dirão os apressados, sem se darem conta de que o autor da frase, o escritor e lexicógrafo inglês Samuel Johnson, fazia em sua citação uma espécie de declaração de amor na qual está embutida a aceitação das imperfeições, assim como das qualidades, da amada.

Mais de dois séculos depois, as palavras registradas por Dr. Johnson ainda traduzem com fidelidade a capital britânica. Londres continua múltipla.

O trânsito continua infernal (apesar da introdução do pedágio urbano, que reduziu o volume de carros nas ruas centrais), o centro da cidade é poluído, os mendigos que assolam as áreas de concentração turística surpreendem o visitante que não espera ver este tipo de coisa em um país rico, e os hotéis de preço médio deixam muito a desejar. Ao mesmo tempo, Londres é a capital européia mais cosmopolita; o terceiro maior centro financeiro do mundo; um dos principais pólos da alta cultura internacional; grande produtora de cultura popular e geradora de modismos. Dona de um caráter singular, exibe a combinação perfeita de tradição e modernidade.

Continental e hedonista

Como estrangeira nesta terra, sempre me impressionou o cuidado que os nativos têm em preservar sua história e costumes; a tolerância que permite, com raras exceções, a convivência pacífica de sua população multi-étnica e de diferentes inclinações religiosas e sexuais. Igualmente, como eterna turista, aprecio a civilidade e cortesia no trato com o outro.

De certa forma, aspectos daquela Londres do século 18, a que inspirou o escritor, ainda podem ser observados pelo visitante: nos monumentos, nos palácios, na presença da realeza, na herança cultural e, por incrível que pareça, até no boom do café society (um hábito que o londrino do século 17 já cultivava).

Mas a Londres do século 21 apresenta sinais irrefutáveis de mudança radical.

Nos últimos anos, vem se reinventando - como tem feito regularmente em seus 2 mil anos de história. A cidade passou por um processo de continentalização - para o que o Eurotúnel certamente contribuiu. O fenômeno é facilmente observável numa visita ao Soho, onde os cafés e restaurantes agora esparramam-se pela calçada (uma cena rara há 10 anos).

Londres, definitivamente, está mais hedonista.

Que o diga a rainha do hedonismo, a cantora Madonna, que adotou a capital britânica, onde mora com o marido inglês, o cineasta Guy Richie. A cidade se oferece e Madonna - como os nativos e visitantes em geral - não resiste. Como outras estrelas de Hollywood que andam comprando casa ou se instalando em Londres, entre elas Gwyneth Paltrow e Tom Cruise, ela tem circulado pelas galerias de arte, pubs, clubes e restaurantes - que diz adorar.

Surpreendente? Na busca do londrino pelo prazer, a comida passou a ter papel importante. Come-se bem, sim. A velha imagem de que se come mal em Londres é um clichê que já não encontra eco na realidade. Até o ex-prefeito de Nova York Ed Koch apontou Londres como sua cidade favorita. Por que?, surpreendeu-se o repórter que o entrevistava. Pelos teatros e pela diversidade e qualidade de seus restaurantes foi a resposta. São cerca de 6 mil restaurantes com culinárias de mais de 60 países. Só na Charlotte Street, uma simpática ruazinha ao norte da Oxford Street, a um minuto do Soho, contei da última vez: um restaurante vietnamita, vários gregos, indianos (de várias regiões), três ótimos italianos (sem falar da pizzaria), um irlandês, um filipino, um sérvio, uns três franceses e um espanhol - não incluindo aí os pubs, bagel shop e cafés. Mesmo com toda essa oferta, experimente conseguir uma mesa para jantar, na área central da cidade, o West End, nas noites de quinta-feira, sexta e sábado, sem ter feito reserva. É o equivalente a ganhar na loteria. Mas não há risco de passar fome.
Milhares - melhor dizendo, milhões - de visitantes deixam Londres de barriga cheia e engordam a economia da cidade, que fatura 1,5 bilhão de libras, por ano, com seus restaurantes.

O poder jovem e gay

Enquanto descobrem o prazer de comer, os londrinos redescobrem o cocktail. Proliferam em progressão geométrica os novos bares onde uma freguesia jovem consome litros de martinis e indescritíveis líquidos coloridos. Juventude é uma palavra chave nessa Londres do século 21.
Jovem e afluente: este é o retrato de um grupo social - dos 20 aos 30 anos - com dinheiro no bolso e infinita disposição para se divertir. É a geração ".com", que desponta com o poderoso mercado da Internet, e que junta-se aos yuppies milionários da City - jovens corretores de valores e funcionários de bancos que fazem fortuna no mercado financeiro.

Com tanto poder jovem, não é por acaso que Londres tem a club scene, o cenário de clubes noturnos, mais vibrante do mundo. Outro fator na efervescência da cidade é a força do pink pound, a libra rosa que alimenta a indústria de entretenimento gay. O mercado entendeu que profissionais com dinheiro no bolso e sem filhos para criar formam um poderoso grupo de consumidores que não pode ser ignorado. Uma das primeiras iniciativas do governo trabalhista - que conta com homossexuais assumidos no gabinete - foi ¿vender¿ Londres como a capital gay, um dos destinos mais cintilantes da Europa.

Apostas no futuro

Cerca de 30 milhões de pessoas visitam a capital britânica por ano e gastam aqui 9 bilhões de libras. Os números levaram o Ministério da Cultura (ao qual está subordinada a Secretaria de Turismo) a divisar uma nova estratégia que inclui, entre outras coisas, a melhoria da infraestrutura hoteleira. Mas nem tudo é consumo. Uma das grandes capitais culturais do mundo continua sendo exatamente isto.

Na verdade, Londres quer se superar. É o que demonstra o nível de investimento em novos projetos e projetos de modernização: a Tate Gallery, o Museu Britânico, a Royal Opera House, a Ponte do Milênio, o London Eye, a pedestrianização da praça de Trafalgar, para citar alguns.

Com a candidatura da cidade à sede das Olimpíadas de 2012, podem-se esperar novos investimentos em grande escala. Ao eleger um prefeito, Ken Livingstone, em 2000 - o primeiro desde que Margaret Thatcher aboliu a Prefeitura de Londres, em 1986 - a capital britânica faz mais uma aposta no futuro. A torcida é para que, em breve, a cidade receba seus visitantes mais limpa, menos poluída e com um sistema de transporte eficiente. Se o parlamento reformar, como vem sinalizando, a lei que restringe o horário de funcionamento dos pubs e bares, os turistas também agradecerão.

Enquanto isso, Londres segue vibrante e múltipla, determinada a ser ainda mais atraente ao olhos do resto do mundo. Fiel ao retrato pintado há dois séculos por Dr. Johnson: uma cidade onde se encontra de tudo que a vida tem a oferecer.

Por Helena Carone

Depois de ler este texto, acho que tou precisando de uma feriazinhas em Londres... Que tal?


20.9.04
"ALL STARZ @ ORKUT"

E você já está no Orkut??? E já entrou pra comunidade da ALL STARZ?



Pois é, a comunidade da festica tá tipo bombando por lá, 246 membros!

Intão se lança:

http://www.orcut.com/Community.aspx?cmm=45659

Ah, você não tá no Orkut? Que mundo você tá, meu filho? [Suspiro...] Tá bom... Intão manda um mail para o projetoallstarz@hotmail.com que eu mando o link/convite para você.

E fui.


"QUEREM MAIS FESTINHA?"



Eu vou... e você?


17.9.04
"QUEM MATOU LAURA PALMER?"

Olha só as coincidências!! Na boa tou bege com uns acontecimentos estranhos nessa última semana...

Tava eu e o André sábado passado lá em Sampa, andando pela Paulista e decidi dar uma olhadinha naquela banquinha bacaníssima de revistas que fica ali em frente ao Conjunto Nacional, que aliás é ótima! Tem várias revistas absurdas de música, arte, moda, etc, etc... Quando de repente dou uma fuçada nos DVDs e... bingo! Dei de cara com um DVD do filme "TWIN PEAKS" do incrível David Lynch por incríveis 9 real!!!

Woo-hoo levei na mesma hora! Como fã incondicional de Lynch, não poderia deixar passar em branco essa oportunidade, né? Fiquei tão feliz... Apesar que dizem que a série é muuuuito melhor que o filme em si, eu super recomendo para quem ainda não viu: - Corre para a locadora djá!!!

Então, tá... Pensei comigo mesmo: Pô, super bacana... Vou fazer uma resenha pra botar lá no blog, acho que vale a pena, pois já faz um tempinho que eu queria botar aqui alguma coisa sobre esse filme e também sobre a série, afinal ficou célebre nos anos 90 aquela famosa perguntinha: "Quem matou Laura Palmer?"

As coincidências aconteceram quando tou lendo os web-jornais normalmente como de costume e PÁ!: Em letras garrafais os net-pasquins e colunistas pop estão anunciando que TODA A SÉRIE ORIGINAL TWIN PEAKS ESTÁ SENDO LANÇADA EM DVDs! E você vai poder ter na sua estante toda a obscura história da angelical Laura Palmer e seu assasino!!!!!

Eu, hein!!!!!!!! É muita coincidência!! Coisas estranhas acontecem!! Gelei e bati na madeira três vezes... Afinal, nâo se deve brincar com coisas relacionadas com David Lynch, porque segundo ele mesmo: "NADA É O QUE PARECE SER.............."

Quer saber mais? Dá uma olhadinha nesses links aqui ó:

Coluna do Lúcio Ribeiro

Twin Peaks Brasil


15.9.04
"VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO TIM FESTIVAL!!"

E prepare [mais uma vez] os bolsos!

Sexta - dia 5 de novembro

Palco Tim Club, às 21h (R$ 120 mesa por pessoa)

- Chico Pinheiro
- Brad Mehldau Trio
- Nancy Wilson & Trio

Palco Tim Stage, às 21h30 (R$ 80)

- kid606
- Kraftwerk

Palco Tim Lab, às 23h (R$ 60)

- F.U.R.T.O
- Kinky
- Panjabi MC

Palco Motomix, às 2h (R$ 40)

- Soulwax
- Cansei de Ser Sexy
- 2manydjs

Sábado - dia 6 de novembro

Palco Tim Club, às 21h (R$ 120 mesa por pessoa)

- Maogani
- David Sánchez Quintet
- Branford Marsalis

Palco Tim Stage, às 21h30 (R$ 80)

- Picassos Falsos
- PJ Harvey
- Primal Scream

Palco Tim Lab, às 23h (R$ 60)

- (TBC)
- Bebel Gilberto

Palco Motomix, às 2h (R$ 40)

- De Leve
- Stone Love
- Digitaldubs
- Bumba Beat

Domingo - dia 7 de novembro, às 21h (R$ 120 mesa por pessoa)

- Dave Holland Big Band
- Biréli Lagrène Gipsy Project
- Art Van Damme Quintet

Palco Tim Stage, às 21h30 (R$ 120 e R$ 150)

- Uma noite com Brian Wilson

Palco Tim Lab, às 23h (R$ 60)

- Grenade
- The Libertines

Palco Motomix, às 2h (R$ 40)

- Pet Shop Boys
- DJ Mau Mau

Tim Festival 2004
Onde: Jockey Club (avenida Lineu de Paula Machado, 1.263, Cidade Jardim, SP)
Quando: 5, 6 e 7 de novembro
Quanto: Tim Club (R$ 120), Tim Lab (R$ 60), Tim Stage (R$ 80 nos dias 05/11 e 06/11), Tim Stage (R$ 150 e R$ 120 no dia 07/11), Motomix (R$ 40) e Tim Village (R$ 10). Os ingressos começam a ser vendidos no dia 1º de outubro em locais a serem anunciados e na Ticketmaster.
Informações: www.timfestival.com.br


CHEMICAL BROTHERS E TIGA EM OUTUBRO!!!

Música (eletrônica) para as massas. Os Chemical Brothers, a maior dupla da dance music atual, tocará no estádio do Pacaembu, em São Paulo, em 20 de outubro. Será a única apresentação do grupo no Brasil.

O evento terá o nome de Nokia Trends Edição Especial. Além do duo inglês, se apresentarão também o DJ brasileiro Renato Cohen e os britânicos Justin Robertson e James Holroyd.

Serão colocados à venda 45 mil ingressos, que poderão ser comprados a partir de sexta-feira, por meio do site da empresa Ingresso Express.

Até o início da tarde de ontem, ainda não estavam definidos os preços dos ingressos. O evento se realizará uma parceria com o programa Fome Zero.

Tom Rowlands e Ed Simons, que formam o Chemical Brothers, chegam ao Brasil após uma turnê mexicana (dias 15 e 17 de outubro, na Cidade do México e em Guadalajara). Após São Paulo, eles tocarão no Chile (22/10) e na Argentina (23/10).

A dupla viaja com cerca de 30 toneladas de equipamentos de som e luz - incluindo 400 "moving lights" (spots de luz controlados por computador).

É praticamente a mesma produção vista no show dos CB no recente festival inglês Creamfields, que aconteceu em 28 de agosto. A equipe da dupla conta com 30 pessoas.

O show no Brasil

O Nokia Trends Edição Especial terá início, no dia 20 de outubro, às 19h, com o set de Renato Cohen. O DJ paulista tocará por uma hora, até a chegada de James Holroyd. Depois, às 21h, entra Justin Robertson. Às 22h30, os Chemical Brothers. Eles devem encerrar o show por volta das 24h.

O repertório da dupla inglesa será formado, principalmente, por um "greatest hits" de seus quatro discos: "Exit Planet Dust" (1995), "Dig Your Own Hole" (97), "Surrender" (99) e "Come With Us" (2002) --todos os discos foram lançados no país.

Rowlands e Simons atualmente preparam o quinto álbum, mas, segundo o combinado com a produção de toda a turnê da dupla na América Latina, os shows terão que ser preenchidos em grande parte por uma seleção dos sucessos da banda - que não são poucos -, como "Hey Boy Hey Girl", "Block Rockin" Beats" e "Life Is Sweet", "Setting Sun", "Private Psychedelic Reel"... Mas há a chance de eles mostrarem duas ou três músicas do disco novo, que deve ser lançado em 2005.

Esta será a segunda vez que os Chemical Brothers vêm ao Brasil. A primeira aconteceu em 1999. Eles tocaram no Via Funchal, em São Paulo, para 6.000 pessoas, e no Metropolitan, no Rio.

Ao lado de Fatboy Slim, os Chemical Brothers são os maiores responsáveis pela massificação da música eletrônica na Europa nos anos 90; seus álbuns, principalmente "Dig Your Own Hole" e "Surrender", chegaram a lugares altos nas paradas de discos. Se o termo "superstars DJs" foi tão falado nos últimos tempos, muito disso é conseqüência da fama alcançada pelos CB.

Já Justin Robertson e James Holroyd são DJs menos conhecidos do grande público. Robertson, que nos anos 90 liderou o grupo Lionrock, tocou em São Paulo recentemente, em festa do clube Manga Rosa. Holroyd, que toca tecno e house, costuma abrir shows dos Chemical Brothers.

Tiga

Um dia antes do Chemical Brothers, São Paulo receberá pela primeira vez o canadense Tiga, considerado um dos principais DJs e produtores de electro do planeta.

Tiga se apresentará na capital paulista em 19 de outubro, na Casa das Retortas (um espaço de eventos no centro da cidade, próximo ao gabinete da Prefeitura), em uma festa fechada, apenas para convidados, organizada por uma marca de cigarros. Ele tocará também no Rio de Janeiro, em 16 de outubro.

Em São Paulo, o canadense será acompanhado pelos paulistas Mau Mau e Marky.

Tiga ficou internacionalmente conhecido em 2001, quando lançou o remix de "Sunglasses at Night", uma mistura de tecno e electro que foi tocada à exaustão na época. A partir daí, a carreira do DJ não parou de subir.

Nos últimos dois anos, Tiga tocou nos principais clubes e festivais do mundo, e foi um dos grandes responsáveis pelo estouro do electro no planeta.

O canadense ainda não lançou disco de produções próprias, mas suas músicas, como "Burning Down" e "Pleasure from the Bass", além de remixes ("Hot in Herre", "Suck Yer Dix" e "Mister Hollywood") podem ser achados em sites e lojas de importados.

Por Thiago Ney
da Folha de S.Paulo



8.9.04
"VERSÃO BRASILEIRA DO FESTIVAL ELETRÔNICO SÓNAR COMEÇA QUARTA 08/09!"

O Sonarsound São Paulo, versão brasileira do festival eletrônico Sónar, de Barcelona, começa na quarta-feira (08/09) com uma mistura de exposição, mostra de cinema, debates, shows e apresentações de DJs.

Durante o dia, o festival terá dois palcos para apresentações musicais no Instituto Tomie Ohtake. À noite, o Credicard Hall recebe shows e DJs.

O Sonarsound São Paulo abre na quarta à noite, no Teatro Abril, com a Matthew Herbert Big Band, que toca pela primeira vez no país. Herbert e sua big band mostrarão construções jazzísticas sobre bases eletrônicas, além de novas linguagens musicais e artísticas.

A programação musical inclui ainda sets de Akufen, Ricardo Villalobos, Matthew Dear, Laurent Garnier, Prefuse 73, Kid Koala, LCD Soundsystem e Ladytron DJs. Há também os brasileiros DJ Marlboro, Nego Moçambique, DJ Patife, Renato Cohen, Mau Mau, Renato Lopes, Magal e Marky.

No Sonarsound noite haverá dois palcos: o Park Stage, em tenda com capacidade para 6.000 pessoas montada no complexo do Credicard Hall, e o Club Stage, montado dentro da casa de show.

SONARSOUND DIA

Quando: sexta (10), sábado (11) e domingo (12), das 12h às 21h
Onde: Instituto Tomie Ohtake (r. dos Coropés, 88, Pinheiros)
Quanto: R$ 30 (no dia) e R$ 25 (venda antecipada até 09/09)

SONARSOUND NOITE

Quando: quarta (8), às 21h, no Teatro Abril (av. Brigadeiro Luiz Antônio, 411, Bela Vista); sexta (10) e sábado (11), das 22h às 8h, no Credicard Hall (av. das Nações Unidas, 17.955, Santo Amaro)
Informações: 0/xx/11/ 6846-6000 (em São Paulo) e 0300-7896846 (outros estados)
Quanto: R$ 80 e R$ 100 (no Teatro Abril); no Credicard Hall: R$ 100 (no dia) e R$ 80 (venda antecipada até 09/09)
Pacotes promocionais: 3 noites e 3 dias (R$ 240); 2 noites e 3 dias (R$ 200); 1 noite e 1 dia (R$ 100); 3 dias (R$ 50); 2 dias (R$ 40)
Produção: CIE Brasil e Advanced Music
Patrocínio: Nokia Trends

Na web:

www.nokiatrends.com.br

Veja o line up do Sonarsound SP, lembrando que aqueles nomes que estão em negrito são atrações r-e-c-o-m-e-n-d-a-d-í-s-s-i-m-a-s!

dia 8

Teatro Abril
- 21h: Matthew Herbert Big Band

dia 10

Hall Stage (Instituto Tomie Ohtake)
- 13h: Inumanos
- 15h: Prince Po
- 17h: KL Jay
- 19h: Beans

Multimídia Stage (Instituto Tomie Ohtake)
- 16h: Lia
- 18h: National
- 20h: Golan Levin

Park Stage (Credicard Hall)
- 22h30: Mauricio Lopes
- 0h: Pan Sonic
- 1h: Angel Molina
- 2h30: Jeff Mills
- 4h30: Anderson Noise
- 6h: Ricardo Villalobos

Club Stage (Credicard Hall)
- 22h30: Magal
- 0h30: Chicks On Speed
- 1h30: Ladytron DJs
- 3h30: LCD Soundsystem
- 4h30: DJ Marlboro + convidados

- 6h: Matthew Herbert

dia 11

Hall Stage (Instituto Tomie Ohtake)
- 13h: Objeto Amarelo
- 15h: Arto Lindsay
- 17h: Hurtmold
- 19h: Liars

Village Stage (Instituto Tomie Ohtake)
- 14h Laptronic
- 16h: Kevin Blechdom
- 18h: Bojo
- 20h: Mugison

Park Stage (Credicard Hall)
- 21h30: Renato Lopes
- 22h30: Metro Area

- 0h: Matthew Dear
- 1h: François K
- 3h: Renato Cohen
- 4h30: Mau Mau
- 6h: Laurent Garnier



Club Stage (Credicard Hall)
- 21h30: Primo
- 23h: Instituto + DJ Dolores
- 0h30: DZCuts
- 2h: Prefuse 73
- 3h: Kid Koala
- 4h: Money Mark
- 5h: Patife + Trio Mocotó
- 6h30: Marky

dia 12

Hall Stage (Instituto Tomie Ohtake)
- 13h: Artificial
- 15h: Fibla + Randomzeta
- 17h: LCD Soudsystem
- 19h: Four Tet

Village Stage (Instituto Tomie Ohtake)
- 14h: Tetine
- 16h: Akufen
- 18h: Nego Moçambique
- 20h: Junior Boys


"LARANJA MECÂNICA SAI COM NOVA TRADUÇÃO"

Depois de retornar da Malásia, onde trabalhou como professor, em 1960, o escritor britânico Anthony Burgess teve diagnosticado um tumor cerebral e deram-lhe apenas um ano de vida. Intencionando escrever o maior número possível de livros para assim deixar a viúva em situação cômoda devido aos direitos autorais, Burgess trancou-se numa cidade no sul da Inglaterra e de lá saiu com cinco livros prontos e outro pela metade.

Detalhe: não se sabe ao certo quais seriam os cinco terminados, porém o inacabado era o romance "Laranja Mecânica", relançado agora no Brasil pela editora Aleph. O tempo passou, nada aconteceu, e o escritor foi morrer somente em 1993, aos 76 anos de idade.

Burgess escreveu "Laranja Mecânica" inspirado nas tribos urbanas dos mods e rockers que infestavam a Londres dos anos 60. A obra tornou-se sucesso após Stanley Kubrick fazer a adaptação para o cinema, em 1971. Mais de 40 anos depois de seu lançamento, esse clássico da distopia (ao lado de "1984", de George Orwell e "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley) também pode ser lido como um antecipador da barbárie hoje vivida pelas populações das metrópoles, como São Paulo, que assiste a massacres de moradores de rua.

O livro é narrado por Alex, líder de uma gangue de "nadsats" (adolescentes - diferentemente da personificação de Alex por Malcolm McDowell, com 28 anos à época da gravação do filme) que vaga por uma cidade no futuro atrás de drogas (entre outras coisas), praticando espancamentos e assaltos. Depois de idas e vindas, Alex é preso e submetido a uma lavagem cerebral que o faz vomitar a cada pensamento violento.

O escândalo causado pelos delírios visuais da versão cinematográfica provocou sua proibição na Inglaterra, pois a exibição poderia influenciar os jovens, possibilidade esta questionada por Burgess: "A agressão foi erigida no interior do sistema humano e não pode ser ensinada por livros, filmes ou peças. Se alguém quiser acreditar que um livro possa instigar a violência, a Bíblia deveria ser sua primeira escolha".

"Os maiores dramas de todos os tempos estão encharcados de sangue (...) e, claro, pode-se dizer que sem violência não pode haver drama", ainda defendia-se num artigo no jornal britânico "The Guardian", 30 após a primeira edição do livro.

Ao contrário da visualidade aguçada criada por Kubrick, a qualidade extrema do original de Burgess é a música da gíria "nadsat", causadora de um estranhamento à altura de clássicos da literatura modernista de língua inglesa, como o "Finnegans Wake", de James Joyce.

Porém não é uma música da incomunicabilidade a proposta por Burgess, e sim um convite ao mergulho do leitor num mundo movido pela violência masculina da puberdade e da testosterona em ebulição, irrompendo não apenas nos atos de fúria incontida mas também nas agressivas e pueris brincadeiras de linguagem típicas dessa fase.

"Laranja Mecânica" tem um final diferente da adaptação para o cinema, baseada na edição norte-americana que à revelia do autor suprimiu o último capítulo. Longe de ser uma conclusão otimista, essa conclusão põe em xeque um Alex no limite do amadurecimento. Alex, que (como não poderia escapar a um lingüista do alcance de Burgess) também significa "sem lei".

JOCA REINERS TERRON
especial para a Folha


Joca Reiners Terron é autor de "Hotel Hell" (2003), entre outros livros

LARANJA MECÂNICA
Autor: Anthony Burgess
Tradutor: Fábio Fernandes
Editora: Aleph
Quanto: R$ 36 (224 págs.)


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Tradução preserva idiossincrasias

Inicialmente inspirada pelas gírias de mods e rockers, a linguagem "nadsat" de "Laranja Mecânica" acabou sendo recriada por Anthony Burgess depois de uma viagem a Leningrado (hoje São Petersburgo). Com receio que os termos roqueiros caducassem rapidamente, Burgess inventou neologismos calcados em palavras russas misturadas ao "cockney" (o modo de falar da classe operária britânica). Essa operação criativa transformou o trabalho do tradutor Fábio Fernandes em um exercício semelhante ao praticado na tradução de poesia e que o ocupou por longos nove meses.

Publicado pela primeira vez no Brasil há 30 anos pela extinta editora Artenova, a prosódia de "Laranja..." oscila entre a estranheza dos termos "nadsat" e o inglês "shakesperiano ou bíblico" identificado pelo crítico Blake Morrison. Fernandes diz que "há muitas diferenças entre as duas traduções. Primeiro, porque cada tradutor tem um universo lingüístico pessoal, e segundo, porque se passaram mais de 30 anos entre as duas traduções e, por melhor que uma tradução seja, ela sempre corre o risco de ficar datada".

Como a tradução da edição anterior do livro é da década de 70, período em que era comum aportuguesar estrangeirismos, Fernandes adotou procedimentos mais condizentes com os dias atuais. "Eu gosto muito da tradução do Nelson Dantas, mas acho que ela "datou" justamente no aportuguesamento da linguagem "nadsat"." E exemplifica: ""Veck" (sujeito) foi traduzido por ele como "veque", ao passo que eu optei por "vek". Nenhuma das duas formas de traduzir o termo está errada, já que hoje em dia é bastante normal usar os termos no original, como "sale" ou "streetwear". No caso acima, só retirei a letra c, porque foneticamente não faz diferença e deixar a terminação em k transmite ao leitor uma impressão de "russificação" que acho importante preservar".

A nova edição de "Laranja Mecânica", além do prefácio e de artigo elucidando a operação tradutória, traz também um glossário "não autorizado" da linguagem "nadsat". O desejo de Anthony Burgess era que o leitor submergisse sem bóia salva-vidas no idioleto fora-da-lei de Alex e sua gangue, a fim de que tal estranhamento o transportasse à metrópole ultraviolenta do futuro onde se passa a história. O escritor americano William Burroughs, um criador de paisagens bizarras e experimentador de novas formas, assinou embaixo: "Eu não conheço nenhum outro escritor que tenha feito tanto com a linguagem quanto Burgess fez". Partindo de Burroughs, um autor que acreditava na palavra como um vírus usado no controle do poder, dá para confiar.


"DIAMOND DOGS NO BRASIL"

Cantor David Bowie de 1974 "prevê" 1984 em 2004

Chega ao Brasil com atraso costumeiro um programa de reedições radiográficas da obra do inglês David Bowie, em que pop e história se fundem num produto que soma reedição musical, raridades e curiosidades, recapitulação histórica em texto e imagem. A edição extra de "Diamond Dogs" aporta aqui no aniversário de 30 anos do álbum original, consumando uma rede intricada de inter-relações.

"Diamond Dogs" resultou, em 74, de uma tentativa frustrada de Bowie. Ele queria operar uma versão musical do romance "1984", de George Orwell, na origem (1949) um tratado soturno de ataque ao totalitarismo de esquerda do stalinismo soviético. Dali saiu o "Big Brother" paranóico que governava os mínimos atos do rebanho humano e que viria a servir de mote tragicômico para a onda atual de "reality shows".

A viúva de Orwell vetou a adaptação, e Bowie teve de fantasiar sua ópera-rock num cenário futurista em que o imaginário orwelliano prevalecia em citações cifradas e diretas --"1984" e "Big Brother" são duas das faixas.

Bowie, assumidamente entupido de cocaína naquele período, reservou lugar de honra a Orwell, mas chacoalhou referências horripilantes num caldo musical e visual opressivo e claustrofóbico.

O grito contra o totalitarismo despencava em imagens apocalípticas - "isso não é rock'n'roll, isso é genocídio" - de um mundo habitado por lagartos, ratazanas, mortos-vivos suicidas. "We Are the Dead", proclamava um dos mais tensos e delicados rocks - o transtorno e o impulso suicida se traduziam musicalmente em lirismo, e essa seria uma das senhas para que o horror alucinado de Bowie e correlatos atraísse tanto culto e adoração.

Não só pelas inúmeras referências indiretas às drogas, o mundo arrombado que Orwell previa pelo viés político era confundido, em Bowie, com uma rota de desespero individual. Era "assustado e solitário", como decifrava "Sweet Thing", tristíssima carta de intenções gays que definia o canto de cisne do andrógino glam rock. A sexualidade, oprimida pela sociedade e culpada por ela própria, era tida como chave cega que daria num futuro de horror.

Disso nascia também "Rebel Rebel", para sempre um dos grandes clássicos anfetaminados do rock'n'roll: "Você deixa sua mãe zonza/ ela não entende se você é um garoto ou uma garota". O adolescente Alex, de "Laranja Mecânica" (Stanley Kubrick, 1971), abandonava denúncias marxistas de opressão social e mergulhava no fascínio horrorizado pela própria sexualidade ambivalente.

Bem, assim Bowie previa o mundo de 1984 em 1974. Hoje, 2004, "Big Brother" é uma câmera em programas televisivos de fofocas, os prenúncios discothèque em "1984" são coisas do passado, a sexualidade "rebel, rebel" conquista pontos contra a opressão, o Orkut veicula sem controle os princípios do "duplipensar" orwelliano. Heróis incontestes do século 20, Orwell, Kubrick e Bowie mantêm o heroísmo - não sem ver aderido em suas auras um perfume datado, tragicômico.

Por PEDRO ALEXANDRE SANCHES
da Folha de S.Paulo

Diamond Dogs
Artista: David Bowie
Lançamento: EMI
Quanto: R$ 49



"BJÖRK INTERCALA MOMENTOS DE RECOLHIMENTO COM SUPEREXPOSIÇÃO"

Maio de 2000: a cantora Björk é premiada como a melhor atriz no Festival de Cannes por sua participação em "Dançando no Escuro", de Lars von Trier. Satisfeita (ou entediada), afasta-se do cinema.

Fevereiro de 2004: em Salvador, Björk acompanha o companheiro, o artista plástico Matthew Barney, que montava um trio elétrico. Diante dos paparazzi, pouco fala. Dança escondida. A estrela ali é Barney.

Agosto de 2004: Björk abre as Olímpiadas cantando "Oceanic", do novo CD, "Medúlla". Cerca de 4 bilhões de pessoas a vêem pela TV com seu longo vestido azul.

Para se aproximar da música de Björk, vale observar o modo como ela lida com o circo da indústria cultural, domando-o sem negá-lo. A cantora e compositora intercala momentos de superexposição e outros de recolhimento - e não há um sem a existência do outro. Vejamos: as músicas de "Medúlla" nasceram em uma temporada silenciosa nas ilhas Canárias. As gravações começaram em Reykjavík, capital da sua pequena Islândia - é lá onde as pessoas dizem "olá" a ela com o descompromisso de velhos conhecidos. E a conclusão do disco se deu em Londres, onde Björk se consagrou em carreira solo no início da década de 90 após três discos à frente do Sugarcubes e hoje é idolatrada.

Nesse ziguezague de ocultar e expor, Björk dá um passo adiante: leva sua instropecção e seus mistérios a público, sem jogo de cena. Sua Selma do filme de Von Trier atesta uma angústia que transita entre a vida e a ficção, como se Björk e Selma fossem sempre uma só. Na clássica "Hyperballad", do segundo disco, "Post", evoca o suicídio pra delinear uma ode à existência. As cortinas se abrem para a intimidade, que está lá, recolhida no canto do palco.

E assim, como se não bastasse sua voz dissonante, suas influências múltiplas, Björk confunde e assusta em público ao desvelar o privado, sem medo.

Por NAIEF HADDAD
Editor-assistente da Ilustrada da Folha de S.Paulo


1.9.04
"Fãs irritados por não terem visto o show de Madonna"

A polícia foi chamada para acalmar alguns fãs de Madonna que ficaram de fora do seu show em Londres, mesmo tendo comprado ingressos.

Cerca de 70 pessoas que pagaram vários dólares pelos ingressos a uma agência, chegaram ao estádio de Wembley e constataram que seus lugares não estavam mais disponíveis.

Muitas dessas pessoas tinham ficado horas em um avião até chegarem ali e ficaram extremamente desapontadas. Dos 70 fãs, 20 deles tinham comprado os ingressos no site londonticketshop. O presidente dessa empresa virtual declarou: Temo por minha vida. Tenho recebido ameaças de morte. Mas não somos um empresa fraudulenta!

A polícia britânica está investigando o incidente.

Créditos: : Minsane