I LOVE ALL STARZ! |
30.7.04
"ESTILO ANTICONVENCIONAL DE BJÖRK CHEGA AO BRASIL"
Em boa parte dos anos 90, dois mundos paralelos e aparentemente excludentes davam forma à rebelião da música popular. Nos Estados Unidos, o grunge e o rock alternativo agitavam o underground e chegavam à superfície de maneira arrasadora por meio da música dos Pixies, do Nirvana e do Sonic Youth. Na Europa, o rock estava domesticado, sem futuro, e o eixo da contestação mudava para a dance music. As convenções da canção eram destroçadas pela acid house, pelo hardcore e pelo jungle. A sensação era de que o futuro passaria pelo fim da canção pop, destruída pelos fluxos e refluxos das batidas por minuto. Hoje sabemos que a canção não morreu e que essas duas culturas encontraram denominadores comuns dos dois lados do Atlântico. Mas essa primeira onda da dance music européia transformou definitivamente a canção. Ninguém aproveitou melhor essa libertação nem foi mais importante para subverter e, assim, salvar a canção do que a islandesa Björk. Ela acabara de deixar para trás o rock do Sugarcubes e era punk o suficiente para golpear sem piedade o conformismo. Essa inquietação é a maior lição dos quatro discos ao vivo que chegam agora ao Brasil, registrando as turnês realizadas após o lançamento de seus quatro álbuns de estúdio, "Debut" (1993), "Post" (1995), "Homogenic" (1997) e "Vespertine" (2001). Lançados no final de 2003 na caixa "Björk Live Box", eles chegam ao Brasil pela Universal desmembrados, embora sejam os quatro registros obrigatórios. Dois motivos tornam esses discos imprescindíveis. O primeiro é a voz élfica de Björk, levada ao limite em suas acrobacias em torno da melodia, que implodem a literalidade da letras e lhes dão significados transcendentais. A cantora lapida um estilo anticonvencional em um momento em que não havia perspectiva de surgimento de uma voz que conseguisse trazer originalidade pop. Isso porque o horizonte estava encoberto por cantoras que primavam pela diluição, ou por se moldarem a modelos passadistas (as novas-velhas divas do jazz), ou por se perderem em exercícios fúteis de virtuosismo (as empertigadas divas do R&B), ou por não mostrarem mais que roupas sumárias (as musas do teen pop). O segundo motivo são as conexões musicais de Björk, que aparecem de maneira brilhante dentro e fora do estúdio. Desde "Debut" e da parceria com Nellee Hooper, produtor do Soul II Soul, até chegar ao encontro com a vanguardista Zeena Parkins e com o duo de eletrônica Matmos em "Vespertine", ela foi uma antena aberta para a modernidade. Mas isso fez com que, desde a primeira turnê, Björk se defrontasse com o dilema de como apresentar ao vivo discos depurados em meses de estúdio. É aí que entra em cena a sua criatividade em verter para o palco a essência das canções em arranjos que se valiam da eletrônica, mas que o faziam de forma improvisada. Para cada disco de estúdio, Björk levava uma formação diferente aos palcos e transformava as canções ao sabor de seus interesses musicais. Foi assim na época de "Debut", quando Björk ainda buscava sua voz solo, em "Post", momento em que desfilava sua popularidade na cena de dance music inglesa, em "Homogenic", quando estava em sua fase mais expansiva e se mostrava senhora do seu nariz, e, em "Vespertine", período em que se volta para a introspecção, fechando um ciclo de composições. Assim como cada um de seus discos mostra um passo adiante, cada uma de suas turnês reflete essa evolução de forma diferente. "Debut Live" registra um acústico MTV, gravado com fartura de músicos, em que arranjos suntuosos de metais conviviam com beats improvisados. Já nos shows de "Post", beats pré-gravados são usados em tempo real, em contraposição a uma bateria de jazz e aos arranjos das cordas vertidos para o acordeom. Em "Homogenic", um quarteto duplo de cordas se choca com beats pré-gravados. E, em "Vespertine", a harpa e o piano de Zeena Parkins e os microbeats do Matmos travam diálogo na improvisação. Como numa performance de jazz, as canções são apresentadas sempre com novos arranjos. Um exemplo é "Anchor Song", que tinha arranjo de cordas em "Debut" e ganha três versões diferentes. As cordas viram sopros, em "Debut Live", os sopros viram acordeom em "Post Live", e o acordeom volta ao arranjo de cordas, na bela versão em islandês de "Homogenic Live". Agora Björk se diz cansada de músicos e quer explorar os limites da voz em seu próximo lançamento, Medúlla, previsto para agosto. Só nos resta esperar a próxima transgressão. Por Guilherme Werneck Debut Live, Post Live, Homogenic Live, Vespertine Live Gravadora: Universal Quanto: R$ 24, em média PS.: Quem já viu algum show da Björk entende perfeitamente o que significa esses discos ao vivo! É obrigatório para todo fã que se preze.
"IAN CURTIS RESSUSCITADO"
Jude Law deve fazer papel de Ian Curtis em novo filme sobre Joy Division. O ator Jude Law está cotadíssimo para interpretar o papel de Ian Curtis, vocalista do Joy Division, num filme sobre a trajetória da banda. A informação é do ex-baixista da banda, Peter Hook, que hoje está no New Order. O longa, em fase de pré-produção, em Hollywood, será baseado num livro de memórias da viúva de Curtis, Deborah. O grupo encerrou as atividades em 1980, logo após o vocalista cometer suicídio, quando tinha 23 anos. Tou esperando desde já pra ver esse filme! Joy Division é uma banda seminal. Adoro!
29.7.04
falando em festa: ANIVERSÁRIO DA CAROL WOJTYLA !!! ESSE SÁBADO DIA 31 apartir das 11:30 Dj Rafael - 80s e rock no Porão 88 R. Carlos Cavalcanti, 1188 QUERO T-O-D-O MUNDO LÁ HEIN?!?!? =D
28.7.04
"ÊBA! A ALL STARZ ESTÁ DE VOLTA!!"
Agora é oficial! A ALL STARZ continua com a corda toda!! Woo-hoo!! Levando em conta o espírito intinerante da festica, teremos um novo lugar pro bafo acontecer, e dessa vez sem truque de alvarás e sem alibãs, por favor!! A próxima festinha acontece no Porão 88 no dia 06 de agosto, mês do cachorro louco! Uia! Novo lugar! O Porão 88 é bacaníssimo: - Fica ali na Carlos Cavalcanti, bem ao lado da Cinemateca! Tem dois pavimentos sendo que a entrada é pelo porão com paredes e arcos todo revestido em pedra bruta, onde fica o bar principal, divididos em três ambientes com muitas mesinhas, todo decorado com posters de bandas bacanas dos anos 80! Daí vc sobe por uma escada e vai para a pista principal que é tu-do! Ali funciona também um balcão/bar, banheiros, um sofazinho no canto, etc. O Porão 88 é a cara da ALL STARZ: Tem uma estrutura bacana, é underground e tem um clima meio trash! O que vai rolar nessa edição: O set de electro lounge continua! Para abrir a festa vou botar aquele sonzinho pra aquecer a pista! Se prepare e chegue cedo que eu mesmo em si [Gil Riquerme] continuo com o set de weirdo electros mais calminhos para recepcionar vocês com o que há de melhor dentro do estilo. DJ CONVIDADO E o nosso DJ convidado desse mês é o Pedro D' Eyrot. Considerado mais um talento da nova safra de DJs na cidade de Curitiba. Paulistano radicado em Curitiba. Em 2001, insatisfeito com a cena eletrônica de então, começou a tocar hard techno nas festas Requebra, em free raves, etc. Já no início de 2003 começa a produzir músicas próprias, com uma sonoridade mais voltada ao electro, imprimindo sua marca pessoal nas suas produções. Pedro tem fortes influências do punk rock tais como: The Kinks, Sex Pistols, Starlight Mints, Green Day, AFI, e outras como: Bad Religion, Bangles, DEVO e ainda Beck e The Hives. Ele próprio já foi vocalista de uma banda punk chamada Finger Paint (!). Partindo dessas referências Pedro passou a tocar electro e tem como principais influências os produtores Northern Lite, Neon Man, Warren Suicide, West Bam, etc. Já em 2004 a convite do DJ Alec Bang!, tocava às quintas no Pandora Bar, reduto underground em Curitiba. E agora temos o prazer de tê-lo como nosso DJ convidado desse mês! E a quem interessar segue aqui o link para as suas músicas: http://www.tramavirtual.com.br/artista/dee_deyrot E na sequência dispensando apresentações, temos o DJ residentes do projeto em si: RODRIGO GORKY e GIL RIQUERME. E a ALL STARZ é isso aí: Diversão pura!! ALL STARZ - ELECTRO ROCK PARTY Quando: Sexta, 06/08/04 a partir das 23h DJ Convidado: PEDRO D'EYROT DJs Residentes: Gil Riquerme & Rodrigo Gorky O que você vai ouvir e dançar: electro/electroclash/retrô rock/80'S/synthcore/future rock/vintagepunk/nu-electro/disco punk bastard pops & bootlegs. Quanto: $ 8,00 de entrada + $ 5,00 de consuma Patrocínio: Roberto Arad Av.: Dr. Vicente Machado, 664 - Batel Apoio Perverts Eletrogralha Onde: Porão 88 R: Carlos Cavalcanti, 1188 [ao lado da Cinemateca] Vale um clique! http://www.robertoarad.com.br http://www.perverts.com.br http://www.eletrogralha.com.br Fale com a gente: projetoallstarz@hotmail.com (41) 99238393 / (41) 9971-0804 Organização: Gil Riquerme e André Grimberg
22.7.04
"JÁ TEM O QUE FAZER NESSE FINDE?"
Intão, gente: Tem uma coisa bacana pra animar esse finde semana (sábado - 24/07)! A trupe da ALL STARZ estará participando de um bazar super bacana! A gente estará discotecando o dia todo nesse evento! Espere ouvir muita coisa bacana, velharias, novidades, popices, conceitos, baixarias, etc... Eu (Gil Riquerme), o Rodrigo Gorky e o Pedro Deyrot estaremos lá esperando por vcs!! UP BAZZAR Arte, música, entretenimento, moda, fotografia, life style. Data: 24/07/04 das 15:00 às 22:00 Local: Albino Silva, 148 - Bairro São Francisco - Tel: (41) 232-9052 (Siga pela Trajano Reis, continue entre a Praça do Gaúcho e o Cemitério Municipal e vire na segunda à direita. Entrada: R$ 3,00 DJs: Gil Riquerme, Rodrigo Gorky e Pedro Deyrot Participantes: Tita, Jeans da Roça, Tenda da Lua, Candyland, Kinky!, Flor de Vedete, Miss May, Alice na Cidade, Jac Licadiedoff, Manita Menezes, Perverts, Dive Stuffs, Fabz, Up Estúdio, Signo Arte Digital e All Starz Crew. Realização: Up Stúdio & Alice na Cidade Apoio: Ford Models, MKT Imagem, Jac Design. Intão sábado a gente se vê lá, né? Lembrando que eu tenho alguns convitinhos-free aqui para os primeiros que mandarem um mail no projetoallstarz@hotmail.com! Até lá!
"PREPARE-SE!"
Agora é oficial!! A próxima festinha da ALL STARZ é no Porão 88, dia 06/08. Dessa vez será em uma sexta-feira! O novo lugar é bacaníssimo! Fica ali na Carlos Cavalcanti, bem do lado da Cinemateca! Tem dois pavimentos sendo que a entrada é pelo porão com paredes e arcos todo revestidos em pedra bruta, onde fica o bar principal e muitas mesinhas divididos em três ambientes, todo decorado com posters de bandas bacanas dos anos 80! Daí vc sobe por uma escada e vai para a pista principal que é tu-do: Ali funciona também um balcão/bar, banheiros, um sofazinho no canto, etc! O lugar é a cara da ALL STARZ: Tem uma estrutura bacana, é underground e tem um clima meio trash! Tudo de bom! Aguardem novas infos em breve! Woo-Hoo!
21.7.04
"A MORCEGÓVIA ESTÁ DE VOLTA!"
The Cure atualiza essência de alegre desolação em novo disco Robert Smith conheceu bem de perto os meandros da fé, da pornografia, do desejo e da desintegração. Personagem de si mesmo, estabeleceu ao longo dos anos 80 os parâmetros do gótico dentro da música pop. Com o The Cure, virou sinônimo de esquisitice ambulante e visões embaçadas da realidade. Nada mais normal que sua década perdida particular tenha sido os anos 90, quando lançou discos irrelevantes. "The Cure", o novo álbum, é muito mais do que um caso de simples reintegração, o primeiro disco decente da banda desde "Wish" (1992). Num certo sentido, é como se fosse um tratado sobre o rock teen americano dos anos 2000. Criador e criatura se confraternizam pela primeira vez. Criador: Robert Smith influenciou, no visual ou no som, grande parte da geração atual do nu metal e do emocore. Criatura: Ross Robinson, o produtor, fã de longa data de Smith, facilitou a cadeia alimentar. O Cure renovado recebe ecos de Korn, Blink-182 e.... do próprio Cure, quando seus integrantes tinham 20 e poucos anos. O álbum reflete essa herança. "Lost" abre o material inédito e, já nos primeiros segundos, vemos que há algo estranho. "Não consigo me encontrar", lamenta Smith, enquanto uma guitarra suja, repetitiva, e uma bateria marcial, repleta de "quebradas", evocam o clima claustrofóbico e sombrio de "Pornography" (1982). Em "Labyrinth", o mistério já começa a se esclarecer. Aqui, as paradinhas de bateria e o baixo distorcido não negam: o novo Cure é parente direto no nu metal. A faixa define também a temática de metade do álbum: aqueles mesmos assuntos que fizeram a cabeça de fãs -identidade perdida, vontade de congelar o tempo. Mas o Cure nunca foi apenas trevas. Por trás da máscara, dos quilos de maquiagem e do batom borrado, Smith revela-se humano pelas contradições. Suicida em potencial na teoria, encontra na expressão caricata da felicidade sua redenção. "Before Three" abre o caminho para o lado pop da banda e tolas declarações de amor à pessoa amada. "The End of the World", o single, flagra um retorno à adolescência, com uma letra que remói o final de um namoro (quantas bandas de emocore não fazem dúzias de músicas sobre o mesmo assunto?). Fãs de longa data poderão até se aborrecer. Os teclados climáticos de "Anniversary" retomam "A Strange Day"; "Taking Off" é quase um autoplágio (de "Just Like Heaven"), enquanto a ótima "The Promise" e "Going Nowhere" recuperam "Disintegration". "The Cure" está longe de se inscrever entre os clássicos do grupo. Empolga muito mais pelo espírito de renovação e animação quase juvenil do que pelas suas qualidades musicais. Para uma banda que se transformou numa instituição burocrática, que só toca em estádios, está ótimo. Essa herança é onipresente, pelo menos por enquanto, como mostra o Curiosa - festival com grupos influenciados pelo Cure, mas que seguem mais o espírito do pós-punk. Hoje rechonchudo, figura tão folclórica quanto um Papai Noel vestido de preto, Smith volta a escrever novos capítulos da história do pop. BRUNO YUTAKA SAITO da Folha de S.Paulo Ai, ai... Tratado sobre o rock teen americano dos anos 2000? Retorno à adolescência? Parente direto do nu metal e do emocore? Ecos de Korn e Blink-182? Credo em cruzes! Eu amo The Cure!! Eu mesmo nem ouvi esse disco ainda, mas se for levar em conta essa resenha, faço uma entrega já pra Maria Bueno e enterro todos os meus discos do Bob Smith no cemitério municipal! Tou com uma meda!! Será?
"PREPARE-SE PARA A INVASÃO DOS HOMENS-MÁQUINA!"
Ralf Hütter, fundador do Kraftwerk, diz como será o show que fará no Brasil No começo era o Kraftwerk. É humanamente impossível dissociar de qualquer coisa produzida eletronicamente nos últimos 30 anos a influência desses alemães, que injetaram na música o conceito "homem-máquina". Beatles e Elvis à parte, nenhum artista ou banda foi tão decisivamente importante para a evolução do mundo pop quanto o Kraftwerk. Com a diferença de que este último permanece quase como um enigma. Criado em 1970 por Ralf Hütter e Florian Schneider, o grupo alterou parâmetros ao utilizar sintetizadores e computadores no processo de criação de música. Entre 74 e 81, produziu uma seqüência de cinco álbuns ("Autobahn", 74; "Radio-Activity", 75; "Trans-Europe Express", 77; "The Man Machine", 78; "Computer World", 81) soberbos; dificilmente encontra-se paralelo na história do pop. Ainda assim, não é muito o que se sabe sobre o hoje quarteto. Vêm de Düsseldorf, onde construíram o estúdio KlingKlang. E são, Hütter e Schneider, fanáticos por ciclismo. Raramente o Kraftwerk dá entrevistas ou posa para fotos. No ano passado, o jornal britânico "The Guardian" enviou repórter à cidade alemã para desvendar os segredos do Kraftwerk. O jornalista passou dias no local, entrevistou moradores, donos de lojas de disco e de artigos para bicicletas e... nada. Não conseguiu nem achar o KlingKlang. Em 2003, após hiato de 17 anos, lançaram "Tour de France Soundtracks" , disco-homenagem à competição ciclística francesa. Pois o Kraftwerk está de volta. De volta ao Brasil, onde realizou show histórico em 1998. Em 7 de novembro, o grupo toca no Tim Festival, em São Paulo. No dia seguinte, se apresenta em Brasília. E, na última quinta, Ralf Hütter conversou com a Folha, por telefone, de Düsseldorf. Folha - Há sempre uma expectativa em torno do Kraftwerk. O que vocês estão fazendo? Ralf Hütter - Estamos finalizando a remasterização do catálogo do Kraftwerk. E há três ou quatro semanas voltamos de uma turnê. O último show foi em Moscou. Folha - Há planos para novo CD? Hütter - Claro. Mas primeiro vamos terminar essas remasterizações, finalizar a arte, estamos escolhendo fotos antigas. Acho que o resultado será muito bom. Depois trabalharemos em faixas novas. Já testamos algumas. Estamos experimentando. Folha - Vocês tocaram no Brasil em 98. Como será o show de 2004? Hütter - Foi uma experiência incrível em 98. Nós do Kraftwerk viemos de outro ambiente, mais industrial. A reação das pessoas foi fantástica. O próximo show sede "Tour de France", músicas que não costumamos tocar, teremos novos equipamentos, laptops, elementos gráficos. Folha - Você iniciaram o Kraftwerk no final dos anos 60... Hütter - Em 1968. Eu e Florian montamos um grupo chamado Organisation. Em 1970, montamos o estúdio KlingKlang e formamos o Kraftwerk. Folha - Vocês praticamente iniciaram a música eletrônica como a conhecemos. Como você vê hoje esse tipo de música? Tem orgulho do que ajudou a criar? Hütter - Sim, claro, vemos a reação das pessoas pelo mundo. Na última turnê tocamos nos EUA, Canadá, Rússia, Eslovênia, Hungria, países que nunca tínhamos visitado. Para nós isso é fantástico, a linguagem eletrônica é universal, essa sempre foi a nossa missão. A música de hoje deve ser feita com as ferramentas de hoje. É a realidade de hoje, vimos isso na tour pelo Japão e seis anos atrás no Brasil. Vocês têm uma música acústica muito variada, mas mesmo assim a reação ao Kraftwerk foi muito forte. Folha - Por que a música do Kraftwerk, após 20, 30 anos ainda é considerada atual? Hütter - Acho que por causa das composições... Nós fazemos como que uma música-filme e incrementamos com outra energia. Por exemplo, "Autobahn" ou "Trans-Europe Express" são como conceitos, não é apenas música nota por nota; faz parte de um contexto sociológico... Folha - Sobre os artistas e produtores de hoje, você gosta? Hütter - Sim. Temos relações com o pessoal do electro, gente de Tóquio ou Detroit. Nos levam para clubes, às vezes até dançamos com nossos passos de robô... Folha - O Kraftwerk é influência enorme para artistas de hoje... Hütter - Pelo mundo dos sons. De carros a trens a computadores, sons humanos, como batidas de coração, respiração, por várias linguagens. Gravamos em alemão, em inglês, há letras em latim. Trabalhamos na verdade com diferentes linguagens. Folha - Você é conhecido pela paixão por ciclismo. Como relaciona o ciclismo com o conceito "homem-máquina" que vocês defendiam nos anos 70? Hütter - [O ciclismo] é uma representação do homem e da máquina em harmonia. Guiando a bicicleta você deve utilizar o corpo, a inteligência, a técnica. É o mesmo com a música. Você fica em harmonia com seu corpo. Para nós é como um treino perfeito quando não estamos no estúdio. Folha - É verdade que "Autobahn" é uma resposta a "Fun Fun Fun", dos Beach Boys [pela mútua procura do perfeccionismo, o Kraftwerk já foi chamado de Beach Boys de Düsseldorf]? Hütter - Não exatamente. A idéia daquela música veio quando, no início do Kraftwerk, nós percorríamos muito uma autobahn [auto-estrada] pela Alemanha, de universidade a galerias de arte, de cidade a cidade, e, depois dos shows, voltávamos a Düsseldorf, pois não tínhamos dinheiro para dormir em hotéis. Viajávamos no meu Volkswagen e pensávamos: "Algum dia alguém vai tocar nossa música num rádio de carro". Daí que veio o conceito [verso da canção] "Fahr'n fahr'n fahr'n auf der Autobahn" [dirigindo, dirigindo, dirigindo pela superestrada; sonoramente, em inglês, é como "fun fun fun on the Autobahn"]. Naquela canção, os sintetizadores são como imitações do motor de um carro, criando sons como os de um carro. É uma fantasia tecno. Folha - Muita gente considera o Kraftwerk uma lenda da música, dizem que vocês são mais influentes do que os Beatles. Você tem idéia desse culto em torno do Kraftwerk? Hütter - Sempre pensamos em compor música para o futuro. Sempre nos concentramos muito em nosso trabalho no KlingKlang. Para nós isso é fantástico, pois, como disse antes, no começo tocávamos em espaços pequenos e hoje viajamos o mundo com todo o nosso equipamento e vemos a reação das pessoas. Folha - O KlingKlang é como uma casa para vocês... Hütter - É o nosso "laboratório eletrônico". Folha - E nesse laboratório eletrônico vocês se afastam completamente do mundo: não têm telefone, fax, recepcionista, não recebem correspondências... Por que vocês preferem manter o mundo afastado do KlingKlang? Hütter - Porque é o nosso laboratório. Nós fechamos as portas, o ambiente fica quieto e aí podemos nos concentrar apenas na música, no projeto Kraftwerk. Hoje existe um problema sério: todos têm celulares, ninguém consegue se concentrar. Então vamos ao estúdio, fechamos as portas e, por algumas horas, mergulhamos fundo na música. Acho que isso é o mais importante no Kraftwerk. THIAGO NEY da Folha de S.Paulo
16.7.04
"IDADE DA PEDRA"
Casal de namoradas são expulsas do Vox Café Por conta de um beijo ontem 15/07, um casal de namoradas foram expulsas do bar Vox Café em Curitiba. A. e L. formam um belo casal de namoradas: gays, bonitas, modernas e bem resolvidas, foram assistir ao show da banda curitibana Pekaboo no Vox Café onde foram sumariamente maltratadas e expulsas pela proprietária do estabelecimento conhecida como Márcia, que alegou simplesmente não aceitar tal comportamento. Segundo testemunhas o casal foi abordado pela proprietária do bar enquanto trocavam um beijo. Márcia alegou que ali não era um lugar próprio para elas demonstrarem esse tipo de comportamento e ameaçou tirá-las à tapa do bar se continuassem a se beijar. Foram convidadas a se retirar do local, não sem antes pagar suas devidas fichas de consumação. As vítimas se sentiram humilhadas e agredidas em seus direitos como cidadãs e prometem tomar as devidas providências judiciais. --------------------------------------------------------------------------- Tou de cara! Mas em se tratando de Vox, já era de se imaginar! Não sei o que o pessoal vê nesse lugar: cheio de gente careta e sem graça. Mesmo musicalmente não tem nada de novidade: anos 80 a gente ouve em qualquer boteco. Tudo bem que nesse dia aí tinha o Pekaboo tocando e eles são ótimos mesmo! Mas são pérolas jogadas ao porcos! Não é de hoje que vejo reclamações dessa senhora, que é um poço de preconceito e provincianismo. Eu e o André (meu sócio) já tivemos contratempos com a Márcia e sua tchurma (a gente fez algumas edições da ALL STARZ lá no Nico Bar, que é também de propriedade da Márcia) e digo: Eles são o fim da picada!!! Tivemos vários problemas com ela e com a gerente de lá que acabaram desgastando nosso parceria e que culminou com a saída do projeto ALL STARZ do clube. Houve um episódio que o André já foi escurraçado do Vox por um barman idiota enquanto fazíamos uma divulgação da ALL STARZ e a Dna. Márcia não deu a mínima, muito pelo contrário: - Foi uma grossa. Foi péssimo e juramos nunca mais botar os pés naquele boteco. Eu proponho um boicote ao Vox e ao Nico. Esse pessoal tem que aprender a tratar muito bem a sua clientela, porque afinal é a nossa grana que a gente deixa pra eles no final da noite. Esse tipo de preconceito não tá com nada e dono de bar não deve ter essa postura retrógrada porque lida com P-Ú-B-L-I-C-O em geral e depende do seu bom atendimento para ganhar sua grana. Desse jeito ela tá dando um tiro no seu próprio pé. Ninguém que ama uma pessoa do mesmo sexo é marginal. Ser escurraçado de um bar só por sua orientação sexual??? Francamente... E elas pagaram a conta tanto quanto qualquer casal heterossexual que foi lá: - Porque casais heterossexuais podem ficar se pegando e se beijando a noite inteira em seu bar e elas não puderam trocar uns beijos sendo que todo mundo paga igual no fim da noite? Porque não dá pra demonstrar carinho por alguém do mesmo sexo no boteco dela? Ou porque fere a moral das pessoas que estão lá? Porque é feio? Porque é bizarro? Será que porque o boteco vai ficar com fama de lugar de viado e de sapata?? Porque será que ela se sente tão incomodada? Engraçado que antes de expulsá-las do bar, elas foram obrigadas a pagar a conta. Muito bonito, hein, Dna. Márcia! Tsc Tsc... Tem mais é que processar esse boteco e ganhar uma grana em cima disso. Eu apoio as garotas e lanço a campanha: BOICOTE AO NICO E AO VOX JÁ!
15.7.04
"SET NOVO !"<
Aeeee, fiquei tão feliz com esses sets que decidi "distribuir" (bem baratinho, visse ? hehehehe) pra quem quiser... Tá profissional: capinha bonita, quase 30 músicas, bootlegs meus exclusivos... Maravilha só ! hehehehe Qualquer coisa, se quiserem, é só deixar comment aqui ou me encontrarem em alguma balada que vou tocar... Vou estar sábado com uns 4 lá no Nico (vai ter festa lá) e é isso ! Abraço! Gorky
"ARROZ DE FESTA"
Vocalista do Echo and The Bunnymen toca com Léo Jaime em SP Ian McCulloch, líder do Echo and The Bunnymen, vai estar de volta ao Brasil na próxima semana acompanhado de dois membros da banda britânica para uma turnê acústica pelo país que contará com participações especiais de nomes do pop-rock brasileiro. O primeiro show acontece no dia 22 de julho, no DirecTV Music Hall, em São Paulo, e terá a presença do cantor Léo Jaime (!!!). McCulloch toca acompanhado pelos parceiros Paul Fleming (teclados) e Goudie Gordon (guitarra), além dos músicos brasileiros Da Lua (percussão) e Sílvio Mazzuca (baixo acústico). Depois da capital paulista, a turnê segue para Brasília (23/07 - Iate Clube), Porto Alegre (25/07 - Bar Opinião), Belo Horizonte (27/07 - Paço das Artes) e Rio de Janeiro (30/07 - Claro Hall). (Cadê Curitiba???) A apresentação solo do vocalista vai incluir faixas de seu terceiro disco solo ("Slideling"), lançado em 2003, como "Love is Veins", "Baby Hold On", "Seasons", "Another Train" e "Stake Your Claim". McCulloch vai executar também alguns sucessos do Echo and The Bunnymen, como "The Killing Moon", "Seven Seas", "The Game", "Fools Like Us" e "What Are You Going To Do With You're Life". A apresentação terá também espaço para homenagens a grandes ídolos do cantor de Liverpool, como David Bowie, John Lennon e os Beatles. Outros músicos brasileiros como Chorão (Charlie Brown Jr.) (!?!?!?), Frejat (Barão Vermelho), Samuel Rosa (Skank) e Wander Wildner (ex-Replicantes) estão sendo sondados pela produção dos shows para cantar ao lado de McCulloch durante a turnê. IAN McCULLOCH Onde: DirecTV Music Hall (av. Jamaris, 213, Moema, SP) Quando: 22 de julho, às 21h30 Quanto: R$ 50 a R$ 100 Informações: 0/xx/11/6846-6040 Gente, na boa... - Tudo bem: - Adooro Ian McCulloch e Echo & The Bunnymen, mas ele já virou arroz de festa no Brasil, né? Daqui a pouco ele tá dando canja até em Festa de Peão Boiadeiro!!! Fála sério! Outra coisa: - Fazer dueto com o Léo Jaime e Chorão????????? Aie!! Ninguém merece!!! Quando estava morando em Sampa em 2001, ele "tocou" como DJ em uma quinta-feira de junho/julho (não me lembro direito...) no DJ CLUB. Fiquei puto porque eu tava no vermelho, sem grana e não pude vê-lo tocar: - Fiquei chorando em casa! Mas depois soube que ele ficou tão bêbado (ele adora mamar uma caipirinha!!) que mal conseguia falar e muito menos tocar direito... Diz que foi meio fiasco!!! :^P Fazer o que né? Mas já que ele tá esse arroz de festa, quem sabe não o convido pra DJzar em uma ALL STARZ?? :o) - Mas sem caipirinhas hein, Mr. McCulloch!!!
14.7.04
"ZIGURATE"
Pra quem não conhece, a banda Zigurate/Pekaboo é uma das minhas preferidas aqui de Curitiba! São duas bandas distintas,porém com os mesmos integrantes: Enquanto o Zigurate tem composições próprias e sonoridade 80`s, o Pekaboo só faz covers bacaníssimos de bandas cool dos anos 80 do tipo: Echo & The Bunnymen, Cure, Siouxsie & The Banshees, Joy Division, etc, e ainda David Bowie, Iggy Pop. Vale muitíssimo a pena vê-los tocando ao vivo! Recomendo! E aqui vai um toque do Fábio: - Daí pessoal, beleza?! O clipe da música "Como Será" da banda curitibana ZIGURATE está disponível para download no http://www.carcasse.com - Você tem que se inscrever no site e fazer login pra poder baixar o clipe. Vale a pena conhecer o site pois oferece muita coisa relacionada ao gótico e ao pós-punk, dentre outras enúmeras bandas pra download! Confira! Abraço Fábio Gaia http://www.carcasse.com http://www.tramavirtual.com.br http://www.zigurate.cjb.net Então é isso! Conheça, baixe, ouça pois vale a pena!
12.7.04
"FESTIVAL ESPANHOL SÓNAR ALARGA FRONTEIRAS DA ARTE DIGITAL"
Áudio e vídeo, digital e analógico, real e imaginário, o 11º Festival Sónar de Música Avançada e Arte Multimídia de Barcelona, realizado em 17, 18 e 19 na cidade catalã, lançou mais uma pedra contra as fronteiras que ainda insistem em dividir as diversas faces da arte. Desde o seu nascimento, o festival espanhol, que terá sua primeira edição entre 9 e 12 de setembro em São Paulo, vem batendo na tecla - hoje um pouco mais amaciada - de que música eletrônica também é arte de vanguarda. Nesse sentido, oferece uma série de eventos simultâneos, como mostras de cinema, exposições de multimídia, além de um tratamento especial dado a VJs e designers de luz e som que tornam as partes inseparáveis do todo nas apresentações dos artistas. "Penso que a música não caminha sozinha. Design gráfico, arte digital, web design, cinema, todas essas áreas estão ligadas a som e tecnologia hoje. Algumas delas usam muitas vezes a mesma ferramenta, que é o computador", afirma Enric Palau, 39, um dos três criadores do Sónar. As evidências desse sincretismo estão em toda parte. Seja com o experiente DJ Jeff Mills, que usou pela primeira vez um DVD player como pick-up, interferindo sobre som e imagem ao mesmo tempo. Seja com o coletivo de VJs No-Domain, que resolveu abandonar a lata de spray para "grafitar" os sets de hip hop usando um laptop. As sobreposições incluem ainda, entre outros tantos exemplos, um concerto da Orquestra Sinfônica de Barcelona e Nacional de Catalunha em que a música erudita serviu de base para as improvisações em tempo real de magos da eletrônica como Ryuichi Sakamoto e o finlandês Pan Sonic. Há tempos, o Sónar vem quebrando outra barreira: a do preconceito. Neste ano, deu espaço enorme ao hip hop underground e também ao funk carioca. "É muito interessante a mistura que o DJ Marlboro faz de electro com miami bass, acrescentando um tempero brasileiro", elogia Palau, que além do DJ carioca, levou ainda à Espanha Instituto, Nego Moçambique e DJ Patife. Sociedade Alternativa Mais que o batidão carioca, uma das maiores ousadias do Sónar deste ano talvez tenha sido a curiosa Exposição Universal de Micronações, que reuniu em um só lugar algumas das mais importantes manifestações recentes desse cruzamento entre arte, tecnologia e ativismo. Inspirada em um evento semelhante promovido na Finlândia em agosto de 2003, a mostra selecionou cinco diferentes expoentes desses movimentos - o coletivo esloveno NSK, "primeira nação global de todos os tempos"; os provocadores austríacos do State of Sabotage, que se ocupa em "colecionar territórios"; os virtuais Evrugo Mental State e The Kingdoms of Eargaland & Vargaland, que reivindica como suas "todas as áreas de fronteiras entre todos os países"; e finalmente o instigante Principality of Sealand, plataforma marítima inglesa ocupada em 1967 pelo autoproclamado Príncipe Roy Bates, e que há décadas se diz um país independente, com 27 habitantes e renda anual per capita de US$ 22 mil. "Foi a primeira vez que trouxemos algo mais conceitual do que visual para uma exposição no Sónar. Há muita discussão em torno de fronteiras e territórios no mundo hoje. Acho interessante ver essa questão sob o ponto de vista de um artista que cria seu próprio país, moeda, língua etc." Infelizmente, pelo menos neste ano, as micronações do Sónar não cruzarão o Atlântico para participar do evento brasileiro. "Talvez no próximo ano. Acha que seria interessante?", pergunta Palau. Enquanto a resposta não vem, uma rápida busca na internet pode ajudar quem quiser romper mais essa fronteira. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- "VERSÃO PAULISTA DO SÓNAR COMEÇA COM BIG BAND ELETRÔNICA" Como em Barcelona em 2003, o DJ inglês Matthew Herbert e sua orquestra de jazz abrirão, em 9 de setembro próximo, a primeira edição do Nokia Trends Sónar Sound SP, que acontecerá até 12/9 em três locais diferentes: teatro Abril, onde ocorre o concerto de abertura; Instituto Cultural Tomie Ohtake, destinado à programação diurna do evento; e Credicard Hall, que sedia as noites de festa eletrônica. Além do próprio Herbert, que também vai se apresentar como DJ, as atrações da noite confirmadas incluem o veterano do tecno Jeff Mills, o canadense Matthew Dear, o projeto de hip hop Prefuse 73 e o DJ chileno Ricardo Villalobos. [O set de tecno minimal que Villalobos fez com Richie Hawtin foi um dos destaques do Sónar 2004.] Apesar de não terem estado no evento espanhol, Chicks on Speed, LCD Soundsystem, Angel Molina e o francês Laurent Garnier, do FComm, completam a programação brasileira para a balada noturna. A proposta dos organizadores é dividir as atrações em dois palcos, um dentro e outro fora do Credicard Hall. Também desembarcam no país as estações interativas da mostra Sónar a la Carta, que compreende música, arte digital e vídeos. Palau disse ainda que pretende trazer o designer de luz do Underworld. Está bom o bastante para você? por DIEGO ASSIS enviado especial a Barcelona
"KRAFTWERK DE NOVO!"
U-hu !!! Em entrevista ao jornal italiano "La Stampa", Ralf Hütter confirmou que será em setembro o lançamento de "12345678 - The Catalogue"... em CD e vinil, logo em seguida em Super Audio CD... nas duas versões, inglês e alemão... Autobahn, Radioactivity, Trans Europe Express, The Man Machine, Computer World, Electric Cafe, The Mix e Tour de France Soundtracks são os álbuns desse box... ...não trarão nenhuma faixa inédita, somente algumas faixas extra como bônus... além da total remasterização, a única mudança com relação aos originais será no álbum Electric Cafe, renomeado como "TECHNOPOP", que na verdade seria o nome imaginado originalmente para esse álbum... ...os 3 primeiros álbuns, Kraftwerk, Kraftwerk 2 e Ralf und Florian serão lançados posteriormente, mas ainda esse ano... e será o primeiro lançamento "oficial" em CD desses álbuns, pois o que existe por aí são apenas edições pirata... eles também estão filmando os shows da "Kraftwerk Tour 2004 " para lançamento em DVD no começo de 2005... por DJ Tonyy
9.7.04
"FEEEESTA!!!!"
FESTA DO PÊSSEGO ! dia 10/7 (esse sábado) com os djs gorky (eu eu eu!), pedrinho, gi e du preço: 5 ent + 5 cons local: pandora (r trajano reis, perto do biri nites/largo da ordem) APAREEEEÇAM!
7.7.04
"SE VOCÊ ACHA QUE SUA VIDA ANDA MONÓTONA..."
Dia 8, Quinta, véspera de feriado, Safari Macabro do Sexo! Dopamina grátis em infusões satânicas! Danças Orgiásticas e Demência Coletiva! Gente nua ganha drink grátis! Projeções porno-trash no telão por ColorClímax. Lounge: Gus "Dopamina" (hairylabelsuperstars) + Atum (Horny Bunny) Pista: DJ Doctor + George ACTV (Paradise, Sunday Away) Minimal Techno, Electro-house, Breaks. Onde? AMP Galaxy - SP Hmmm... Parece que vai ser boa essa festica... Se animou?
"BAIXARIA"
Líder do Charlie Brown dá cabeçada em cantor do Los Hermanos em Fortaleza da Agência Folha O líder da banda Charlie Brown Jr., Alexandre Magno Abrão, o Chorão, acertou uma cabeçada no nariz e um soco no olho do vocalista e guitarrista do grupo Los Hermanos, Marcelo Camelo, no aeroporto de Fortaleza. As duas bandas estavam em conexão para Teresina (PI), onde participaram na noite de sexta-feira do festival Piauí Pop. Segundo informações da organização do festival, no vôo que levou as duas bandas para Fortaleza, Chorão tirou satisfações de Camelo sobre declarações que ele fez sobre a banda em uma entrevista à imprensa. Na sala de embarque, o líder da banda Charlie Brown Jr. agrediu Camelo. Chorão chegou a ser detido pela Polícia Federal, mas Camelo retirou a queixa e as duas bandas puderam seguir para Teresina. O vocalista dos Los Hermanos se apresentou já na madrugada de hoje com um hematoma no olho esquerdo, segundo Rosalina Ferreira, assessora de imprensa do Piauí Pop. Ainda de acordo com a assessora, a organização do festival mudou a seqüência das apresentações, intercalando o show do grupo O Rappa entre as duas bandas, para que os líderes não se encontrassem. Vamo combiná né, gente? Eu aqui não sei se choro ou rio dessa situação... E o pior que esse Chorão é ídolo de muito teenager por aí... - Tosquêra! Tristeza hein... Não se fazem mais ídolos como antigamente. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Cada época possui as rainhas do rádio que merece? Por Pedro Alexandre Sanches No fim de semana passado, o presidente Lula se encontrou com as cantoras Emilinha Borba, 80, e Marlene, 79, num gesto que ele próprio caracterizou como saudosista. Tentava ajudar a reavivar o espírito da agora ressurgida Rádio Nacional. Corações mais emotivos e sabedores da memória brasileira lembraram com nostalgia os anos 40 e 50 das notórias rivais Emilinha e Marlene, que disputavam cada novo fã, cada faixa de "rainha do rádio". Quase ao mesmo tempo em que Lula acarinhava as veteranas, as bandas Charlie Brown Jr. e Los Hermanos se encontravam num aeroporto. Alexandre "Chorão" Abrão, 34, líder do Charlie Brown, lembrou que Marcelo Camelo, 26, dos Hermanos, criticara o fato de ele, Chorão, fazer propaganda de refrigerante na TV. Meteu o crânio e a mão na cara de Camelo. Rodrigo Amarante, 28, outro hermano, tentou revidar em Chorão, em defesa do amigo. Corações mais emotivos e atônitos com o ocorrido não puderam deixar de amargar no peito uma sensação do tipo "cada época tem as rainhas do rádio que merece". Estávamos de volta ao país da delicadeza perdida, diria Chico Buarque. Simbolicamente, Chorão agredia ícone maior da nova masculinidade sensível que viceja na MPB - lembre outros homens de gravata florida atuais: Amarante, Marcelo Yuka, Rappin' Hood, Xis, Domenico, Kassin, Moreno Veloso, Carlinhos Brown (outro agredido recorrente), Mano Brown (disfarçado atrás de estratégica panca de mau) etc. Pois Chorão Brown inverteu a máxima de "Mamãe, Eu Quero" (1937), crendo que quem não bate não mama. Seja como for, continua parecendo bebê chorão, só porque falaram mal dele por aí. Onde está a liberdade de expressão?, cochicharia Noel Rosa. A barbárie se manifestou no soco do "machão" ameaçado no "maricas" ameaçador. Transitou no revide de Amarante, que sabe que em mulher não se bate nem com flor, mas esqueceu que em homem também não - mesmo que esse homem seja o Chorão. Reverberou enfim em Camelo, o agredido. Esse foi até a delegacia, mas desistiu de prestar queixa - a cena se repetiria como caricatura dias depois, na novela global das oito, quando a mocinha quase seqüestrada convenceu o galã salvador a não levá-la à delegacia, para evitar chateação. Jeeesus. O país sem delicadeza mira-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas. Ali, denunciar agressão é que parece crime, não a agressão em si. O agredido sente culpa por apanhar, a faca faz parceria com a ferida, e todo mundo faz de conta que não doeu, nem no olho de um nem na mão e no coco do outro. A assessoria de Camelo diz que um processo será levado adiante. É, ele deve isso aos milhares de adolescentes (meninas e meninos) que o têm como exemplo de masculinidade sensível - e forte. A assessoria de Chorão divulgou nota lamentando a pancadaria. Suavizou o hematoma, mas não limpou a barra do rapaz - ele não será macho completo sem dizer com todas as letras "peço desculpas a Marcelo Camelo" (o mesmo vale para Amarante em relação a Chorão, aliás). Chorão deve isso aos milhares de adolescentes (meninos) que o adoram e aprenderam com ele a protestar que o jovem no Brasil nunca é levado a sério. Não será enquanto "machões" e "maricas" não entenderem que não são lá tão diferentes assim. A nós, enquanto isso não acontecer, restará acompanhar mr. Lula no doce saudosismo pelas antigas rainhas do rádio - que eram frívolas, sim, mas menos que os pugilistas pop de 2004.
6.7.04
"ROCK' N' ROLL COMPLETA 50 ANOS E COMEMORA COM SUCESSO DE ELVIS"
O rock'n'roll completou 50 anos, exatamente às 11h (13h de Brasília) do dia 05/07/2004, com a canção "That's All Right Mama", de Elvis Presley, sendo tocada simultaneamente em pelo menos 1.200 estações de rádio do planeta. Rádios do Reino Unido, Ucrânia, Suécia, Suíça, Canadá e México, entre outras, tocaram a canção emitida pelo Sun Studios, em Memphis (Tennessee). Foi lá que Elvis Presley gravou a música que muitos historiadores classificam como a primeira canção de rock da história. "Foi claramente o Big Bang do rock", disse Kevin Kane, do Bureau de Convenção e Visitas de Memphis. O guitarrista que acompanhou Elvis nessa primeira canção, Scotty Moore, foi ao Sun Studios, onde apertou o botão que deu início à emissão do sucesso musical. O cantor Justin Timberlake, oriundo de Memphis, também esteve na cerimônia. As ruas da cidade foram fechadas para a comemoração, que reuniu uma multidão. Jornalista da Venezuela, Índia, Japão e Canadá cobriram o evento, afirmou Kane. Sam Phillips (1923-2003), dono da Sun Records quando Elvis gravou seu álbum, disse que esperava então encontrar um jovem branco que pudesse cantar a música que os negros estavam gravando, porque, nessa época, os brancos não compravam os discos dos negros. Então; parabéns pro velhinho Rock, né?! Que apesar da idade ainda tá com fôlego e tá sempre se renovando!
4.7.04
Hmm.. se os homens preferem as loiras peitudas? Não se sabe.. Mas que eu virarei uma em breve, isso sim é verdade Falta 1 dia para Carol Wojtyla entrar no mundo das pessoas que fazem cirurgia plastica... Espero que todo mundo me deseje boa sorte! :-) Quem me conhece sabe o quanto eu queria isso, e quem não me conhece direito vai aproveitar pra conhecer a nova versão "turbinada e com muito mais recheio" que vem por aí beijos pra todo mundo!!! até semana que vem ![]()
2.7.04
"FILME X MODA X MÚSICA"
Filme Fashion "despe" o rock e traz produção de Neil Young Se depender do músico canadense Neil Young, o rock nunca morrerá. Mas, se morrer, será enterrado vestido de camisa xadrez, jeans surrado e coturno puído. Young e a conexão rock-moda são destaque na segunda edição do Filme Fashion, festival de longas que lança seu olhar sobre o encontro da moda e do cinema. Na versão 2004, bota para desfilar nas telas do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) e do MIS (Museu da Imagem e do Som) os musicais ou produções protagonizadas por ídolos da música que, de alguma forma, atingiram a importância de ícones da moda. O Filme Fashion 2004, que começa na próxima terça-feira para o público, trará ao Brasil o inédito "Greendale", filme de 2003 que tem Neil Young na direção. A produção é uma ópera-rock grunge, filmada em Super 8 com a mesma câmera de US$ 500 que o diretor Jim Jarmusch comprou para filmar "Year of the Horse". "Greendale", que também rendeu um disco homônimo, será exibido na próxima segunda-feira, abertura da mostra para convidados, e na terça. Conta a seqüência de eventos que transforma a pacata e rural família Green, do vovô à filhinha, depois que o primo Jed mata um policial. Goste ou não de ser chamado de "padrinho do grunge" (movimento musical de Seattle capitaneado pelo Nirvana e pela gravadora Sub Pop), o fato é que Neil Young e seu estilo tornaram-se uma influência para a indústria da moda quando o grunge estourou, nos anos 90. O grunge nunca foi satisfatoriamente retratado por Hollywood. A tentativa mais conhecida, a comédia romântica "Singles", foi renegada pelos verdadeiros integrantes do movimento. "'Greendale' acaba sendo o filme que mais bem traduziu o estilo para as telas", diz no catálogo do Filme Fashion a idealizadora e curadora do festival, a jornalista de moda Alexandra Farah. O filme de Young, um dos 33 longas presentes na mostra, está no agrupamento Rock Style, que inclui, entre outros, "O Lixo e a Fúria" (2000, dirigido por Julien Temple e sobre os Sex Pistols), "Devoção pelo Demônio" (documentário de 1968, feito por Jean-Luc Godard com os Rolling Stones) e "Histórias Reais" (de David Byrne para o seu Talking Heads). Outros temas da mostra são "A Moda dos Musicais" e "O Mundo da Moda". Na primeira seleção será exibido, entre sete filmes, "O Namoradinho" (1971, de Ken Russell), o primeiro filme da conhecida atriz inglesa Twiggy Lawson, que na época era supermodelo. Em "O Mundo da Moda", entre 13 filmes, passará de "Os Homens Preferem as Louras" (Howard Hawks, com Marilyn Monroe) até "Priscilla, a Rainha do Deserto" (Stephan Elliot). A primeira edição do festival aconteceu em 2003 e teve como foco o tema "Grandes Estilistas no Cinema". Agora, a mostra criou uma Mostra Competitiva, para produções nacionais lançadas entre maio de 2003 e abril deste ano, que distribuirá prêmios nas categorias figurino de filme publicitário nacional; figurino de videoclipe nacional; videodocumentário; videodesfile; e vídeo universitário. Outro inédito é o média-metragem "Clowns in the Hood", dirigido pelo badalado fotógrafo americano de moda David LaChapelle. O filme, de 25 minutos, não está inserido na programação oficial, mas será exibido entre as sessões de alguns longas. "Clowns" "fala" de hip hop; é um filme sobre o olhar fotográfico de LaChapelle a respeito de um fenômeno underground que está acontecendo nas ruas de Compton, região da periferia de Los Angeles. Consiste na ação de grupos de adolescentes de 6 a 18 anos que saem às ruas com suas caras pintadas com uma maquiagem de palhaço e praticam uma dança derivada do hip hop, demonstrando uma incrível satisfação. Antítese do que normalmente prega as letras de hip hop, os clowns são antidrogas e antiviolência. Segundo LaChapelle, é uma reação positivista e espontânea de uma comunidade cansada dos preconceitos sofridos em Los Angeles. A dança e a música utilizada são o que os jovens de Compton têm à mão: o hip hop. O fotógrafo viu os clowns durante as filmagens do vídeo de "Dirrty", de Christina Aguilera, depois que LaChapelle quis saber mais sobre aqueles dançarinos locais que a produção trouxe para ajudar na coreografia do clipe. LÚCIO RIBEIRO colunista da Folha ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Tudo de bom essa mostra! Enquanto isso ficamos a ver navios na nossa "pacata e provinciana" Curitiba. Fála sério; bem que essa mostra podia vir pra cá, né? Curitiba carece de bons eventos culturais, musicais, artísticos, etc, etc, etc... Alguém aí tem que fazer alguma coisa, assim não dá. Outra coisa, aproveita que vc está na internet, pára de ficar vendo sacanagem e aproveita melhor o Google! Procure por esses nomes que um novo mundo se abrirá pra você: - Jim Jarmusch - O Lixo e a Fúria - Julien Temple - Jean Luc-Godard - David LaChapelle Divirta-se!
1.7.04
"VEM COISA BOA AÍ"
Johnny Depp emprestará sua voz para desenho animado de Tim Burton O ator Johnny Depp emprestará sua voz para o desenho animado "Corpse Bride", do diretor Tim Burton, informou a revista Variety. O desenho, com lançamento marcado para outubro de 2005, também terá as vozes de Helena Bonham Carter, Emily Watson, Albert Finney, Richard Grant, Joanna Lumley e Christopher Lee. Segundo a Variety, "Corpse Bride" (O cadáver da noiva) utilizará uma técnica de animação muito parecida com outra obra de Burton, "O Estranho Mundo de Jack", e um cenário igualmente macabro. Depp também será dirigido por Burton na nova versão do clássico "A Fantástica Fábrica de Chocolate", em que viverá o misterioso Willie Wonka. Êba!!! Tim Burton e Johnny Depp juntos!! Só pode sair coisa boa!!! :^D Aliás pra quem ainda não se ligou, [mesmo com altos e baixos] recomendo a filmografia de ambos! Se lança pra locadora djá!
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