I LOVE ALL STARZ!


31.5.04
"OS ARTISTAS MAIS JAGUARAS DO POP NACIONAL"

Brega, cafona, jacu, palha... Existem inúmeros adjetivos para detonar bandas e cantores. Mas nenhum deles se iguala a uma pérola do linguajar curitibano: jaguara. Além de esbanjarem "jaguarice", os nomes incluídos neste ranking têm outra marca em comum - mantêm uma comunicação com o grande público que muitos aspirantes à fama dariam um dedo da mão para ter. E se você quiser protestar ou apontar outros artistas, não se acanhe!

Jota Quest
Escravos do senso comum, os mineiros não conseguem ir além de nada que seja básico e previsível. De quebra, contam com um vocalista tipicamente embromador - para Rogério Flausino, cantar soul music é estender as notas a cada fim de estrofe. Conhecido por canções fáceis, extremamente fáceis, o grupo vem fazendo sucesso em 2004 com um clássico da tolice: "O amor é o calor que aquece a alma". Argh!

Detonautas Roque Clube
Em seu mais recente álbum, o grupo carioca apresenta uma espécie de "new metal cabloco" - algo como o Linkin Park tocando covers do Biquini Cavadão. E já que não sabe escrever letras interessantes, o vocalista Tico Santa Cruz (um ex-segurança do rapper mauriçola Gabriel, O Pensador) explora temas politicamente corretos na intenção de legitimar seu trabalho. Quem eles pensam que são? O Rappa?

Tihuana
Subproduto de Raimundos, Planet Hemp e Charlie Brown Jr., o Tihuana chegou ao cúmulo de sofrer dois processos por plágio. Em um deles, o quinteto foi acusado de copiar uma música ("Pule", que teria virado "Pula!") do grupo curitibano King Kong de Conga. Para os mais críticos, eles imitaram uma faixa que já não era muito boa no original. Enfim, não se sabe o que foi pior nessa história toda: a cara-de-pau ou o mau gosto.

Charlie Brown Jr.
Eles são um fenômeno de vendas, dialogam como poucos com a garotada e entraram para o primeiro time do rock brasileiro. Mas, cá entre nós: dá para gostar de uma banda que canta versos como "eu não sei fazer poesia, mas que se f*" e "otário, eu vou te avisar, o teu intelecto é de mosca de bar"? O pior de tudo é que essas gemas da grosseria não foram escritas por moleques de 13 anos. Saíram da cabeça de marmajos trintões e pais de família!

LS Jack
Tirar sarro desse quinteto carioca é como chutar cachorro morto, mas vamos lá: xerox do Jota Quest no início da carreira, o LS Jack caminhou para um lado mais roqueiro e hoje se configura como o Radio Taxi dos anos 2000. Pensando bem, comparar as duas bandas é uma tremenda sacanagem com o Radio Taxi, que pelos menos deixou um hino brega do calibre de "Eva". Ou você prefere "Carla"?

Supla
Eduardo Smith de Vasconcellos Suplicy é mesmo um sujeito bacana, até humilde (vide suas simpáticas aparições na televisão). Mesmo assim, é difícil entender como um cara rico, viajado e criado por pais "cabeça" pode fazer músicas tão cretinas. Até um macaco compõe melhor. Isso sem contar aquele visual caído, sub-Billy Idol. E ainda tem gente da imprensa especializada que o acha cool (ô, palavrinha nojenta!).

Capital Inicial
E pensar que aquele grupelho oitentista de segundo time se tornou um dos principais nomes do rock brasileiro atual. Por causa de bandas como essa, fica difícil se defender dos saudosistas que criticam a nova geração, acusando-a de ser pouco exigente. Falando nisso, alguém viu o último clipe do Capital, no qual o esquálido vocalista Dinho faz cara de sex symbol enquanto se esfrega sem camisa? Constrangedor...

Pitty
Tadinha... A menina até possui star quality (para usar um termo tipicamente americano), mas suas letras são de dar dó. Quase todas elas citam ditados populares, fazendo de seu primeiro CD um verdadeiro almanaque de biotônico. Para ajudá-la, resolvemos publicar uma lista de sugestões de títulos para suas próximas canções: "Água Mole em Pedra Dura", "Quando a Esmola é Muita", "Cavalo Dado", "Quem Tem Boca"...

CPM 22
Dá uma certa pena detonar uma banda tão sincera e cheia de energia - ainda que suas letras melosas sejam dignas do Rouge. No entanto, a participação no filme Show de Verão simplesmente queimou o filme dos caras. Nada contra entrar em projetos, digamos, mais populares ¿ aliás, o show ao vivo do grupo no programa do Gugu foi histórico. Mas tinha de ser logo no longa-metragem estrelado pelo mala do Luciano Huck?

Qualquer projeto do Paulo Ricardo
Depois de brigar pela enésima vez com Luiz Schiavon e Fernando Deluqui e congelar novamente o RPM, o cantor e baixista montou a banda PR.5. O primeiro single da nova empreitada, "Música Comercial", contém os seguintes versos: "sou o que você quiser/ techno, electro, black music, afoxé". Sentiu o drama? Para um sujeito que não faz nada relevante desde 1996, até que ele está sobrevivendo.

Gente... - Vamo combiná, estamos cercados!!!
Acho que a idiotização está tomando conta desse país.
Vou ali me matar e já volto.


"MATMOS"

Dupla eletrônica Matmos dá voz a objetos na música

No começo do ano, um rato apareceu na casa de Martin C. Schmidt, 40, e Drew Daniel, 33, em San Francisco, deixando furos nas camisas e sumindo com a comida do casal. Pobre roedor, não sabia que estava se metendo com a dupla de eletrônica experimental Matmos, capaz de transformar qualquer coisa em música.

Depois de prender o rato numa gaiola, os dois gravaram seus guinchos, que serviram de base para as duas faixas do EP "Rat Relocation Program" (2004). Nada muito surpreendente para a dupla, que já fez um disco inteiro a partir de gravações de ruídos de cirurgias, "A Chance to Cut Is a Chance to Cure" (2001), lançado no Brasil pela Trama.

O duo ficou conhecido mundialmente ao colaborar com a cantora Björk em "Vespertine" (2001), e está em turnê pela Europa para divulgar seu mais recente álbum, "The Civil War".

O Matmos foi um dos destaques da programação musical do festival de teatro Ruhrfestspiele, em Recklinghausen (oeste da Alemanha), onde se apresentou para um público de cerca de cem pessoas na semana passada, desculpando-se por ter "um idiota como presidente". O show contou com a participação do guitarrista e tubista Mark Lightcap e do baterista Steve Goodfriend, que, ao lado do baixista Carl Bronson, abriram a noite com o trio Dickslessig, que também toca em "The Civil War".

Antes de subir ao palco, "os caras que tocam com a Björk" (como são conhecidos na cidade) falaram à Folha sobre o novo álbum e a experiência com o rato, que depois foi libertado em "uma vizinhança rica de San Francisco".

Folha - Como foi usar um rato em "Rat Relocation Program"?
Martin C. Schmidt - Ele estava muito nervoso. Andava pela gaiola, parava num canto e gritava como um macaco, muito alto.

Drew Daniel - Nós também temos um rato de estimação. E um dia os dois se encontraram e brigaram. Foi assustador. A primeira faixa do EP é somente o rato, não mexemos em nada, só gravamos seus gritos. A segunda é uma manipulação dos sons do rato, uma colagem. Mas nós preservamos o timing exato em que ele decidia gritar, como se ele fosse o crooner.

Folha - É muito difícil classificar ou descrever o som do Matmos...
Daniel - Acho que nós tocamos a música dos objetos. Algumas pessoas tocam pelo direito dos gays, algumas pelo direito dos animais, nós tocamos pelo direito dos objetos [risos]. Estou trabalhando ultimamente com rosas. Eu agito a flor no ar ou deixo ela secar e a esmigalho para gravar o som. Tentamos fazer som de objetos que não são instrumentos. "The Civil War" é uma exceção do nosso jeito normal de trabalhar, porque há pela primeira vez instrumentos de verdade.

Schmidt - Não é a primeira vez, não. Nós usamos guitarras em nosso terceiro CD, "The West" [1999]. Eles são muito similares, voltados mais para a música country americana.

Daniel - É verdade, mas em "The Civil War" há mais instrumentos e eles são mais importantes.

Folha - E por que retomar o folk?
Schmidt - Sei lá.

Daniel - Acho que estamos reagindo ao CD anterior, com barulhos de cirurgia, que foi o nosso trabalho mais conceitual. Foi muito divertido, mas achamos perigoso ficarmos conhecidos como a banda boba, com sons bobos. Resolvemos tomar outro rumo. Mas não sabemos tocar instrumentos. Não temos técnica. Tocamos como artistas naïf. Tocamos guitarra como uma rosa ou um instrumento cirúrgico.

Schmidt - Eu não sei fazer um acorde.

Folha - Então como funciona o processo de criação?
Daniel - Não usamos um monte de efeitos, filtros e delays. Trabalhamos sempre da mesma forma, com microfones e samplers. Não acreditamos que o software ou a técnica venham antes da música.

Schmidt - A gente faz som por livre associação. Pegamos coisas e gravamos trechos de sons e ouvimos cada um deles individualmente. Às vezes, fazemos loops. Às vezes, achamos que um som pede outro som. Ouvimos o resultado e pensamos: "Nossa, soa como [John] Cage". Então chamamos alguém para tocar violino.

Daniel - Não fazemos planos. Não pensamos: "Vamos fazer um tecno, ou um rock ou um som de tambores africanos".

Folha - Ou música brasileira. Vocês gostam?
Daniel - Hoje eu estava escutando Mutantes. Acho o tropicalismo um bom exemplo de como receber influências sem ser varrido por elas. Eles são brilhantes.

Schmidt - E Elis Regina também, ela tem uma voz linda. A Björk também ama a Elis Regina e tem um vídeo lindo dela cantando.

MARCOS DÁVILA


28.5.04
"EM NOVO ÁLBUM, PJHARVEY APARECE COM A BOCA SUJA"

"Baby, você tem uma boca suja, suja/ Tudo o que está saindo é veneno", diz PJ Harvey nas primeiras linhas da primeira canção de seu novo álbum. Sim, você sempre pode confiar em Polly Jean Harvey.

Após um doce respiro com "Stories from the City, Stories from the Sea", o excelente disco anterior (de 2000), em que flertava bastante com o pop - ao mesmo tempo com candura e com sensualidade -, ela volta com "Uh Huh Her", disco que ganha lançamento internacional (não no Brasil) na próxima segunda.

Se "Stories..." trazia uma PJ Harvey mais palatável, mas nem por isso menos desenvolta (o disco chegou a ganhar, merecidamente, o prêmio britânico Mercury Prize), "Uh Huh Her", apesar do nome quase estúpido, leva a cantora britânica de volta a um terreno mais árido do rock, mas você de novo pode confiar nela: o álbum é realmente bom.

E, se depender de "Uh Huh Her" (não poderia ter escolhido nome mais ridículo...), este 2004, assim como em 2000, pode ser um ano cheio para PJ. Após participar do projeto Desert Sessions, com Josh Homme, do Queens of the Stone Age, Polly Jean embarca para o que será uma das mais concorridas turnês da história do evento itinerante Lollapalooza (com Morrissey e Flaming Lips). Depois, participa de dois dos maiores festivais britânicos, o T in the Park e o Glastonbury.

O primeiro single, "The Letter", que entrou no top 30 da parada britânica, traz uma PJ mais romântica: "Eu preciso de você/ O tempo está passando/ Oh baby/ Você não ouve eu te chamar?". É uma faixa mais "polida".

A "sujeira" vem em canções como "The Life and Death of Mr. Badmouth" (aquela que abre o disco) e "Who the Fuck?". São duas que lembram que o ressurgimento das guitarras abrasivas de bandas como Yeah Yeah Yeahs e The Kills deve muito a PJ - ela fazia algo parecido em "Dry" e "Rid of me", seus dois primeiros - e essenciais - CDs, de 92 e 93. Em "Who the Fuck?", invoca: "Quem você pensa que é?/ Tire as mãos dos meus cabelos/ (...) Não sou como outras garotas".

PJ não está para brincadeiras.

THIAGO NEY

Uh Huh Her
Artista: PJ Harvey
Lançamento: Island (importado)
Quanto: R$ 60, em média
Onde encontrar/encomendar: www.amazon.com



26.5.04
"SUPERESTAILE"

O Superestaile está de volta com Coleção outono/inverno, resultado do concurso Supercafona, Dica Cultural e Gossip com Marina Person gravando Mochilão MTV na loja Roberto Arad.

Divirta-se!

http://www.robertoarad.com.br/superestaile8/


25.5.04
"FEEEEEEEEEEEEEEESTA !"



Então, pra começar junho logo de boa, vou tocar nessa festa dia 5, do lado do Otto e da Telma, lá no Nico... estão todos convidados, etc, etc... digamos que servirá de 'esquenta' pro dia 12, hein ? hehehehe
Espero todos lá !


24.5.04
"BOOTY CALL"

Então, dia 12 tá chegando e o rapaz aqui aceita sugestões de bastard pops (tá, quem vai na festa tá cansado de ouvir e alguns até pedir 'rita cadillac, taty quebra barraco, etc'... então, quero fazer coisas novas, mas é sempre bom ouvir a opinião de quem vai na festa, certo ? então tô esperando ! qualquer coisa, deixe nos comments aqui ou no meu flog: www.fotolog.net/gorky

E até dia 5, 9 e 12 ! (depois falo mais dos outros dois dias!)


"TRAMA LANÇA PONTO DE ENCONTRO VIRTUAL PARA FÃS DE MÚSICA"

Depois de um longo período de testes, a gravadora Trama colocou no ar o site TramaVirtual (www.tramavirtual.com.br), um espaço virtual totalmente gratuito onde novos artistas e fãs podem se reunir para trocar idéias, dicas e - o mais importante - ouvir música.

O site, que começou a ser desenvolvido em 2002, lembra o "MP3.com", onde artistas independentes divulgavam suas canções, mas com a diferença de ser voltado exclusivamente para músicos brasileiros, que têm espaço aberto para divulgar seus trabalhos.

"Essa é uma ferramenta feita para que a comunidade indie brasileira se encontre e as pessoas descubram música", disse André Szajman, presidente da Trama.

Szajman aproveita para lembrar que a rede mundial de computadores sempre foi vista pela gravadora como uma aliada. Desde sua fundação, em 1998, a empresa conta com um departamento para o marketing on-line.

Além de vender faixas pela web, a Trama foi na contramão da indústria fonográfica e incentivou o download de músicas Fernanda Porto e Nação Zumbi, para aumentar o alcance dos artistas que fazem parte do catálogo.

Comunidade

O funcionamento do site é simples: para baixar os arquivos MP3, o internauta deve fazer um cadastro gratuito informando nome, e-mail, endereço e telefone. Depois de criar o cadastro no site, o internauta poderá navegar por mais de 6.000 músicas disponíveis, de mais de 1.300 artistas que já se cadastraram no TramaVirtual.

Para fazer o usuário encontrar a música que está procurando, o site conta com cinco pessoas que ouvem todo o material recebido pelo próprio endereço da internet. Depois de ouvidas, as músicas são organizadas e aquelas que mais agradam são colocadas na seção "Destaque".

"O que a gente quer é uma coisa totalmente ligada à comunidade e ao mundo real. Não queremos ter só uma máquina para distribuir música", disse Carlos Eduardo Miranda, diretor do TramaVirtual e produtor musical.

Novos artistas

Além de divulgar os novos trabalhos do cenário musical brasileiro, o TramaVirtual tem a função de ajudar a gravadora a descobrir novos talentos. "Quem quer mandar demo tem que usar o TramaVirtual", disse Szajman.

Se o internauta quiser divulgar seu trabalho, ele precisa preencher um formulário e criar sua página pessoal, onde ficarão armazenadas as notícias e músicas do grupo ou cantor. Covers e versões de músicas de outros artistas são proibidas no site.

Para a gravadora, que costuma receber um bom volume de demos, a internet facilita bastante. "É mais fácil para catalogar os trabalhos", afirmou Szajman. A ferramenta, diz, acaba facilitando a "descoberta de artistas que podem ser trabalhados pela gravadora".

Sucesso virtual

Szajman disse que usar a rede mundial de computadores também "é mais prático para o artista". A vantagem é que o grupo fica mais conhecido e pode acabar caindo no gosto do público, caso do Cansei de Ser Sexy, que virou cult no circuito de moda de São Paulo e usou o TramaVirtual para divulgar seu trabalho.

Por enquanto, a gravadora ainda não sabe exatamente como aproveitar o catálogo de artistas e músicas que está cadastrado no TramaVirtual. "A gente tem um monte de idéias, precisa ver qual é a melhor do ponto de vista da gravadora", disse o presidente da Trama.

"O caminho da música on-line é inevitável", disse Miranda, diretor do site. "Só experimentando a gente vai descobrir o que fazer." "Daqui a dois anos pode ser que tenhamos um artista que não tenha CD", afirmou Szajman. Enquanto isso não acontece, a Trama tem uma idéia bem mais voltada para o mundo real: uma coletânea em CD com os artistas mais bacanas descobertos pela web.

PEDRO MARQUES
da Folha Online


"CANSEEEEEI !"


Bem, que já conhece é fã, e quem não conhece, não sabe o que perde... As meninas (+ um menino) do Cansei de Ser Sexy são minha recomendação pra semana !
Pra fazer download: www.tramavirtual.com.br
Ou vai no soulseek mesmo, baixar coisas a mais da banda, como a melhor cover de Hollywood da Madonna que alguém já fez...



23.5.04
"Deusa"


Você (também) ama Uma Thurman ? Fiz uma homenagenzinha básica pra ela aqui.



21.5.04
"DIVA DO ELECTRO, MISS KITTIN VOLTA COM ROCK E FUNK"

Visita tumultuada e polêmica, a turnê de Miss Kittin ao Brasil no ano passado rendeu. Muito do que foi assunto na época está no primeiro disco solo da DJ/produtora/cantora francesa, "I Com", que chega em CD no exterior no próximo dia 25.

Caroline Hervé - o nome da moça -, ficou bem conhecida em todo o mundo pelas mãos do produtor norte-americano Felix da Housecat, que a colocou para cantar na música "Silver Screen (Shower Scene)", em 2000, o hit que deu o empurrão mais forte para que a nova onda de electro tomasse conta das pistas do planeta.

Kittin lançou "First Album", em parceria com o produtor francês The Hacker, que trazia, entre outras, "Frank Sinatra", "1982" e "Life on MTV", canções que exaltavam um mundo lubrificado por champanhe, glitter, excessos.

Em "I Com", Miss Kittin se faz de vítima desse mundo, e ela sentiu isso na pele quando veio a São Paulo, Camboriú e Rio em dezembro de 2002/janeiro de 2003. Kittin postou no diário de seu site (www.misskittin.com) que em sua visita ao país havia bebido "champanhe estranha" (era Prosecco), que havia tocado num "clube feio e cafona" (o Ibiza, de Camboriú). Comentou também sobre a "miséria nas ruas" e os "congestionamentos". Foi o suficiente para que entrassem no fórum de seu site bombardeando Kittin com xingamentos. A DJ fechou o fórum após o episódio.

"Houve alguns mal-entendidos e exageros. A Miss Kittin tem personalidade forte, mas é muito simpática e adorou o Brasil. Se não tivesse gostado, não iria querer voltar", disse Fernando Moreno, sócio da agência Smartbiz, responsável pela vinda da DJ/produtora/cantora no ano passado e que reservou algumas datas em novembro para seu retorno.

Em suas semanas no Brasil, Kittin freqüentou alguns clubes GLS em São Paulo (Ultralounge e Massivo), foi a shoppings e alugou uma casa em Búzios com o amigo e também DJ, o alemão Hell.

Miss Kittin foi tratada exageradamente como estrela e popstar no Brasil. Disse que ficou incomodada com as câmeras que a "vigiavam" em seu set no Lov.e, em São Paulo, e se sentiu desconfortável com o assédio nas ruas.

Coincidência ou não, é sobre isso que fala a primeira música que abre "I Com": "Professional Distortion". "Eu tenho que sorrir, eu tenho que aparecer, eu tenho que ser legal o tempo inteiro", canta Miss Kittin, nos primeiros versos da primeira canção do disco.

"Professional Distortion", mesmo com as lamúrias de Kittin ("tenho que cantar, que tocar a noite inteira, tenho que estar em todos os lugares..."), é um rock vibrante que inicia bem o CD.

"Requiem for a Hit", a segunda, diminui ainda mais o espaço que separa o electro do funk carioca. "Show me your tits and let's make a hit" (mostre-me seus peitos e vamos fazer um hit), canta LA Williams, conhecido produtor de Chicago, no começo.

Depois, sob batidas pesadas, entra Kittin. A frase "I'll beat that bitch with a hit" (eu vou bater naquela vaca com um bastão) é repetida à exaustão, até que, como um interlúdio, Kittin faz um break e o funkão torna-se uma linda canção romântica. Depois volta tudo "ao normal". É a melhor coisa que Miss Kittin já fez.

"I Com" (importado; pode ser encomendado no www.amazon.com ou www.velvetcds.com.br) ainda traz a divertida new wave "Meet Sue Be She" ("Mitsubishi, Suzuki", grita ela) e a contagiante "Soundtrack of Now". Mais lento do que era de se esperar, o disco chega a se tornar cansativo em alguns momentos.

THIAGO NEY
da Folha de S.Paulo


20.5.04
"ALL STARZ - EDIÇÃO DE JUNHO"

Ótima notícia pra quem estava se sentindo orfão, com saudades, com síndrome de abstinência, piriri e calafrios:

"A ALL STARZ ESTÁ DE VOLTA!!"



E a festica continua com a corda toda nessa edição de junho! Se liga que vai ser no sábado, dia 12, "Dia dos Namorados"!

Olha só as vantagens:

E quem já tiver o sua/seu love, traz o(a) partner pra festica e comemora oficialmente.
Quem por algum lapso dos destino está solteiro(a) e quer encontrar sua cara-metade, se joga que pode ser a oportunidade da sua vida!
E quem estiver solteiro(a) e não quer nada com nada, se lança porque tem pra todos!

E ouvi dizer que a ALL STARZ tá virando madrinha de muito casamento por aí...
"-Ah! O amor; o amor... Pelo menos pra alguma coisa a festica serve, né?"

Veja só o que vai rolar nessa edição:

O set de electro lounge continua!

Para abrir a festa vou botar aquele sonzinho pra aquecer a pista! Se prepare e chegue cedo que eu mesmo em si [Gil Riquerme] continuo com o set de weirdo electros mais calminhos para recepcionar vocês com o que há de melhor dentro do estilo.

DJ CONVIDADO

Nosso DJ convidado é nada mais, nada menos que... tchanan! OSCAR BUENO! Figura carimbada da noite de São Paulo desde os anos 80 e um dos DJs pioneiros do nu electro aqui no Brasil!

Oscar Bueno começou profissionalmente como promoter em 1996 no lendário bar The Cube, lugar onde tiveram início os projetos: Paradise After Hours, Hot Stuff (uma das primeiras noites de house music em uma época na qual quase ninguém ouvia house na noite paulista), Union Techno Trance (a rave que uniu o techno e o trance), o chill-out Eden (que atravessava as tardes de domingo) e inúmeros outros projetos de música eletrônica underground.

Em julho de 2000 Oscar inaugurou o Stereo Club, que foi um verdadeiro fenômeno em seu ano de existência, até a separação dos sócios.
Foi nas noites de quarta-feira com o projeto Cio 80's que ele se lançou como DJ residente junto ao DJ Magal. Ainda hoje ele mantém-se residente do projeto, que continua um sucesso e que ganhou em 2000 o prêmio de melhor noite fixa da coluna Noite Ilustrada do jornal A Folha de São Paulo.

Atualmente toca mensalmente no Lov.e Club na noite "Love For Friends" ao lado de Renato Cohen e Anderson Noise e no clube carioca Dama de Ferro. Oscar também é residente do projeto Elektra City ao lado da promoter e DJ Gláucia ++ e do DJ Fábio Spavieri às terças-feiras no Club Massivo. Em janeiro de 2003 se apresentou na festa Ultralevel (RJ) ao lado da produtora e DJ Miss Kittin.

Continua organizando há quase cinco anos o projeto Paradise After Hours [atualmente no Club D'Edge] que tem se mostrado um dos melhores after-hours da cidade, onde também toca bimestralmente.

E na sequência dispensando apresentações, temos o DJ residentes do projeto em si: RODRIGO GORKY e GIL RIQUERME.

E a ALL STARZ é isso aí: Diversão pura!!

ALL STARZ - ELECTRO ROCK PARTY

Quando:

Sábado, 12/06/04 a partir das 23h

DJ Convidado:

OSCAR BUENO [Direto dos clubes D'EDGE / A LOCA de São Paulo]

DJs Residentes:

Gil Riquerme & Rodrigo Gorky

O que você vai ouvir e dançar:

electro/electroclash/retrô rock/80'S/synthcore/future rock/vintagepunk/nu-electro/disco punk bastard pops & bootlegs.

Quanto:

$ 12,00 de entrada

Patrocínio:

Roberto Arad
Av.: Dr. Vicente Machado, 664 - Batel

Onde:

Sociedade Portuguesa
R: Pedro Ivo, 462 [em frente à Gazeta do Povo]

Vale um clique!

http://www.iloveallstarz.blogger.com
http://www.robertoarad.com.br

Fale com a gente:

projetoallstarz@hotmail.com
(41) 99238393 / (41) 9971-0804

Organização:

Gil Riquerme e André Grimberg


"AS PIORES CAPAS DE DISCOS DE TODOS OS TEMPOS!"

Recebi por e-mail da Andrea e não resisti! :o)

























Vamo combiná, hein...


"TEM FESTINHA NESTA SEXTA!"

Olá pessoas!!

Estamos nos aproximando do final da temporada de MORGUE STORY - SANGUE, BAIACU E QUADRINHOS e nada melhor que uma festa para comemorar as seis semanas de sucesso. Então ressuscite seu corpo e prepare-se para chacoalhar o esqueleto, sem trocadilhos.

A festa acontece nesta sexta feira, 21 de maio no NICO, Rua João Negrão, 45 a partir das 23 horas com os DJs Paulo Biscaia e Gil Riquerme.



ÚLTIMA SEMANA!!!!!

E é claro: a peça MORGUE STORY - SANGUE, BAIACU E QUADRINHOS está em cartaz até domingo 23 de maio no Espaço 2 - Rua: General Carneiro, 814 de quarta a sábado às 21h e domingo às 19:00

Maiores informações: biscaia@mac.com


19.5.04
"ESCOCESES DE RESPEITO"

Na carona dos ingressos duplos, vendidos, obrigatoriamente, para as duas noites da segunda edição do Curitiba Pop Festival, muita gente acabou conhecendo uma banda de rock pop melódico nos moldes de nomes como Big Star, The Byrds e Beatles, cuja apresentação não deixou nada a dever ao tão esperado retorno do Pixies, ou - como poucos ousam confessar em alto e bom som - deixaram os norte-americanos rechonchudos para trás em diversos quesitos, incluindo simpatia.

Trata-se dos escoceses do Teenage Fanclub, que após uma série de quatro shows pelo país, despediram-se do Brasil em Curitiba, encerrando a primeira noite do festival.

Para os que se encantaram com a harmonia e a sinceridade presenciadas no show do TF e para os fãs mais ardorosos da banda, que já haviam perdido a esperança de vê-los por aqui, a Sony Music lança no Brasil a coletânea Four Thousand Seven Hundred and Sixty-Six Seconds - A Short Cut to Teenage Fanclub, uma reunião de canções presentes nos seis álbuns lançados (até agora) pelo grupo.

A seleção conta com clássicos como Everything Flows, do primeiro álbum; The Concept e Star Sign, do segundo registro; Hang on e Radio, de Thirteen, inédito no Brasil; cinco canções do belíssimo Grand Prix; quatro do maduro Songs From Northern Britain; e duas do último trabalho da banda.

Além de três canções inéditas: - The World'll Be Ok, Empty Space e Did I Say, a coletânea conta ainda com um encarte repleto de depoimentos de figuras que fizeram parte da história da banda, como Stephen Pastel, vocalista e guitarrista do The Pastels - que, ao lado de Primal Scream e Jesus and Mary Chain, fizeram a cena alternativa de Glasgow ferver no início dos anos 80, e Alan McGee, dono da gravadora Creation, que, assim como muitos presentes na noite de abertura do CPF, não botava muita fé no som dos escoceses, mas, rapidamente, foi convencido do contrário.

- O Teenage Fanclub foi um dos grandes talentos que a Creation teve em seus registros, junto com My Bloody Valentine, Primal Scream e Oasis. As outras bandas fizeram ótimos álbuns, mas essas quatro são as melhores bandas da Creation. Respeite os garotos de Bellshill, Glasgow -, sentencia McGee, com toda a razão.

Juliana Girardi


"MASSIVE ATTACK REALIZA DOIS SHOWS EM SP APÓS EFEITO KRAFTWERK"

THIAGO NEY
da Folha de S.Paulo

Sem o "efeito Kraftwerk", a ciclovia está pavimentada e livre para os homens-máquina do Massive Attack e seu sombrio mundo de computadores.

"Teardrop", "Inertia Creeps", "Butterfly Caught" e "Unfinished Simpathy" serão ouvidas em São Paulo nas próximas segunda e terça-feira, no Via Funchal, na segunda aparição do (antes trio) duo de Bristol, o maior expoente do chamado trip hop --aquela música eletrônica mais lenta, soturna, que bebe muito do hip hop.

Há seis anos o Massive Attack passou pelo Brasil, mas os shows do grupo no Free Jazz foram completamente eclipsados pela - para muitos - já lendária performance dos alemães do Kraftwerk.

A seguir, a entrevista que Grant "Daddy G" Marshall concedeu à Folha, por telefone, da Inglaterra.

Folha de S.Paulo - Vocês já estiveram no Brasil há seis anos, naqueles shows com o Kraftwerk. Gostaram?

Daddy G - Já faz seis anos? Bem, foi um show memorável. Nós sempre adoramos o Kraftwerk, foi uma honra tocar com eles. Lembro-me de ter jogado futebol com uns brasileiros numa praia do Rio. E nós ganhamos deles.

Folha de S.Paulo - O trip hop não parece ser a música mais apropriada para um país ensolarado como o Brasil...

Daddy G - Para ser sincero, nossa música não é trip hop, é um estilo próprio. Nossa música não é para climas sombrios ou ensolarados. É música para ser ouvida agora.

Folha de S.Paulo - E como você chamaria a música do Massive Attack?

Daddy G - Não sei. Não dá para nos rotular. Claro, quando nós aparecemos, nosso som era lento, "downtempo", e a música que era feita na época era completamente "uptempo". Mas nunca nos associamos a apenas um estilo.

Folha de S.Paulo - Você considera o Massive Attack música eletrônica?

Daddy G - Originalmente foi como começamos, música feita eletronicamente num estúdio. Mas desde que nos apresentamos ao vivo, tentamos nos metamorfosear numa banda de shows.

Folha de S.Paulo - Como serão os shows? Vão trazer uma banda completa?

Daddy G - Sim, será mais ou menos como da outra vez. Teremos [o cantor reggae] Horace Andy. Na nossa última tour, Sinead [O'Connor] participou conosco. Desta vez Sinead não irá, pois parece que ela não quer mais fazer shows. Então levaremos [a cantora escocesa] Dot Allison. Ela ficará com os vocais de Sinead. Até fizemos uma nova canção com ela.

Folha de S.Paulo - Você não participou de "100th Window". O que aconteceu? Você gostou do disco?

Daddy G - Minha mulher estava tendo bebê (e ela está tendo um segundo, vai nascer em setembro...). Eu queria umas folgas, estar com minha família. Mas 3D ficou com as rédeas do cavalo, e acho que ele o levou pelo caminho certo. Não é que necessariamente eu fosse ter essas idéias. Foi como 3D achava que teria que soar um álbum do Massive Attack.

Folha de S.Paulo - O Massive Attack foi um trio e agora é uma dupla, sendo que o último disco foi produzido por apenas um de vocês. Algumas pessoas dizem que a banda não é mais tão forte como costumava ser. O que você diz para essas pessoas?

Daddy G - Eu digo: estou de volta! Tudo será salvo! Não somos os Três Mosqueteiros. Provavelmente não deveria dizer isso, mas acho que os Três Mosqueteiros poderiam lutar tão bem quanto se fossem apenas dois. Talvez não tão bem se fosse apenas um... Não sei, acho que ainda somos fortes e que ainda temos muito a oferecer. As coisas mudam e, talvez, algumas pessoas não estejam preparadas para mudanças. No próximo álbum, vamos mudar de direção, e as pessoas não vão saber para onde iremos, mas ficará a cargo delas nos acompanhar. Isso acontece com várias bandas: o público quer sempre ouvir o mesmo método, não aceita mudanças. E muitas bandas perderam fãs por causa disso.

Folha de S.Paulo - Vários grupos de trip hop não estão mais lançando discos. Há alguma crise ou coisa parecida?

Daddy G - Eles são preguiçosos! Não tem a nada a ver com crise. Mas nós não somos trip hop. As pessoas normalmente te rotulam de uma coisa que você não representa. Se você ouvir "100th Window", verá que não é trip hop, não soa parecido com o primeiro disco. Mudamos nossa perspectiva.

Folha de S.Paulo - Mas por que não vemos mais álbuns de trip hop?

Daddy G - Porque a maioria das bandas chamadas de trip hop não faz mais esse som. Sabia que há um CD do Portishead vindo aí?

Folha de S.Paulo - É mesmo?

Daddy G - É. Deve ficar pronto em uns dois anos [risos]... Mas esperamos lançar o próximo disco o mais rápido possível, no começo do ano que vem. Nem sei o que é trip hop, ou bandas de trip hop.

Folha de S.Paulo - O Massive Attack é um dos artistas que têm voz contra a Guerra do Iraque e a política britânica. Você acha que os artistas pop deveriam se pronunciar mais a respeito desse tipo de assunto?

Daddy G - Acho que algumas pessoas simplesmente não gostam de combinar política e música. Eu ainda me sinto um pouco desconfortável em trazer essas questões para a música. Às vezes não é certo tentar passar suas convicções para outras pessoas, elas podem não entender. Sobre a guerra, tenho certeza de que muita gente pensa da mesma forma, mas eles estão temerosos de dizer isso. Mas acho que, quando pessoas inocentes estão morrendo, não dá para subir no palco e fingir que nada está acontecendo.

Saiba mais

- Durante a Guerra do Golfo, o grupo suprimiu o Attack de seu nome, com receio de serem ligados à ofensiva americana. Meses depois voltaram atrás.

- O grupo já colaborou ou remixou artistas como Manic Street Preachers, U2, Madonna, Primal Scream, Mos Def e Dandy Warhols.

- A banda já esteve no Brasil, no Free Jazz de 1998, mas sua apresentação foi eclipsada pela dos lendários Kraftwerk.

- O termo trip hop foi criado pela revista britânica "Mixmag" para descrever o álbum "Maxinquaye", de Tricky. A expressão pegou e passou a ser usada para descrever o tipo de música eletrônica lenta, de clima psicodélico e herdeira do hip hop, adicionado de vocais quase arrastados. Algumas bandas que podem ser abrigadas sob o termo são Massive Attack, Portishead, Morcheeba, Hooverphonic, Sneaker Pimps, Lamb.

- Apesar de não levantar publicamente a bandeira do MP3, o Massive Attack também não é totalmente contra, deixando os fãs trocarem informações nos sites referentes à banda (o Blur, por exemplo, fechou o fórum de seu site por causa disso).

- O Massive Attack chegou a processar o Partido Conservador britânico pelo uso indevido da canção "Man Next Door" numa campanha eleitoral.

- Em 1999, a banda lançou uma caixa com todos os 11 singles de 1990 a 1998. Assim como os discos do grupo, o produto saiu no Brasil.

- No final de 2002, 3D chegou a ser detido e acusado de pedofilia pela polícia britânica. Nenhuma prova foi encontrada. A suspeita apareceu no momento em que o músico participava de campanha contra a participação britânica na guerra contra o terror.

- Para o próximo disco, o Massive Attack deve contar com colaborações de Mos Def e Tom Waits.

Conheça a discografia do grupo

"Blue Lines" (1991)

- O primeiro álbum do Massive Attack é, de certa forma, o resultado das experiências do grupo como parte do Wild Bunch, um coletivo de DJs e rappers de Bristol, formado em 1983. Grant "Daddy G" Marshall e Andrew "Mushroom" Vowles e Robert "3D" del Naja lançaram o primeiro single, "Any Love", em 1988. No ano seguinte, veio o disco de estréia, que trazia o hit "Unfinished Simpathy". O álbum, com influências de reggae e hip hop e com suas batidas lentas e climáticas, construiu as bases para o que viria a ser conhecido como trip hop. Há participações de Tricky, da cantora Shara Nelson e do "reggaeman" Horace Andy. Álbum fundamental.

"Protection" (1994)

- Aqui, o grupo mergulha ainda mais fundo no hip hop e traz elementos de dub e soul. Horace Andy e Tricky ainda colaboram no disco; assim como Tracey Thorn (do Everything But The Girl). O disco traz canções como "Protection" e "Karmacoma", mas, após "Bluelines" e o estouro do britpop e de sua música "ensolarada", o Massive Attack perde terreno na música pop, e o disco é recebido friamente. Após seu lançamento e decepcionado com o resultado, Tricky deixaria de colaborar com a banda.

"No Protection" (1995)

- O resultado de "Protection" não foi dos melhores para a banda, e nem bem o disco esfriava nas prateleiras, veio seu "anti-irmão". "No protection" é uma reunião de remixes encomendada ao papa do dub Mad Professor. O produtor carburou - e em muitas faixas melhorou bastante - o segundo disco do grupo com mais doses de dub e eletrônica. Com Mad professor, o Massive Attack tornou-se mais Massive Attack.

"Mezzanine" (1998)

- O quarto disco do Massive Attack é, até agora, o de maior sucesso do grupo: vendeu mais de 2,5 milhões de cópias no mundo, e contém as inebriantes faixas "Inertia Creeps" e "Teardrop". Os convidados da hora são Elizabeth Fraser (do Cocteau Twins) e Sara Jay. As referências de rock não agradaram Mushroom, que deixou a banda logo depois.

"100th Window" (2003)

- Sem Daddy G, que tirou licença para cuidar da filha recém-nascida, 3D produz sozinho o quarto álbum de estúdio da banda, com os convidados Sinead O'Connor e Horace Andy. Dark, denso e psicodélico são termos usados para descrever o disco. "Queria um álbum mais quente do que 'Mezzanine', mas tão profundo quanto", disse 3D.

MASSIVE ATTACK
Onde: Via Funchal (r. Funchal, 65, São Paulo)
Quando: dias 24 e 25, às 21h30
Quanto: de R$ 80 a R$ 200
Informações: 0/xx/11/2163-2000



18.5.04

Olha eu aqui "otra veiz"


Estive en São Paulo participando do Mega Show L´Oreal 2004 e fiquei impressionada com a grandeza do evento!

Até pouco tempo atráz eu nem sabia que existiam tantos eventos como esse no Brasil e no mundo

A "infra" e as cifras são realmante de "cair o queixo", como dizia minha vó...

Vale a pena dar uma passada no meu fotopages pra dar uma olhada nas fotos dos bastidores aqui.


17.5.04
"A PRÓXIMA FESTICA"



Pessoas...

Tem muita gente nos perguntando sobre a próxima ALL STARZ.

Como todos puderam perceber, não tivemos a edição de maio da festica pelo simples fato de que estávamos sem teto, isto é, não estamos mais sediados no Nico Bar.

Problemas

Sempre tivemos problemas de relacionamento com os administradores do Nico Bar desde as primeiras edições da festa. Foram vários incidentes estressantes ao longo das edições que acabaram desgastando nossa relação com eles. A gota d'água aconteceu na última edição da festa em abril na qual fomos profundamente desrespeitados por motivos que nem valem a pena expormos aqui mas que foram agravantes para darmos por encerrada nossa parceria com esse club. Infelizmente.

Pois intão...

Por não termos conseguido um novo lugar, uma nova parceria, ficamos sem a edição de maio e assim como muita gente, nós também ficamos super decepcionados por não termos feito mais uma edição da festica...
A intenção inicial era mesmo fazer uma ALL STARZ - Tributo aos Pixies, uma festa pós-show da pedreira e assim juntar um monte de gente bacana que estava na cidade com os habituès do nosso projetinho, mas infelizmente não rolou devido ao motivo alegado acima e outros mais que são irrelevantes nesse momento.

A ALL STARZ NÃO VAI ACABAR!!

A festica sempre teve esse espírito intinerante desde o tempo em que deixou de ser edições semanais em formato de matinè aos domingos no clube D'Vynil!! Será que alguém lembra?
Depois dessa experiência que serviu como laboratório, a ALL STARZ tomou fôlego e passou a ser um projeto de festa intinerante; isto é, sem lugar definido pra acontecer. E assim foi...
O que importa é que agora ela acontece, ela existe, ela é sucesso; independente do lugar físico: - Afinal o que faz a ALL STARZ acontecer são vocês!
E enquanto houver gente bacana e interessada nos perguntando sobre a festa, ela vai existir, ela vai acontecer!

Para o alto e avante!

E nos aguardem que boas surpresas virão, prometemos que a mudança será pra melhor!

;^D

Fui!


14.5.04
"RECOMENDADO!"

Cinema: A arte de Federico Fellini

Fundação Cultural de Curitiba homenageia mestre italiano com programação especial

A Fundação Cultural de Curitiba apresenta, a partir desta sexta-feira, no Cine Ritz, a mostra Fellini e a Sétima Arte, homenageando o genial Federico Fellini, um dos maiores cineastas de todos os tempos. Além dos clássicos A Doce Vida, A Estrada da Vida e As Noites de Cabíria, a programação destaca o documentário Fellini - Eu Sou um Grande Mentiroso, lançado no ano passado para lembrar os dez anos de morte do diretor italiano.

Dirigido por Damian Pettigree, o recente longa analisa a vida e a carreira de Federico Fellini, contando com depoimentos de amigos, colabores e admiradores da obra do cineasta - como os atores Donald Sutherland, Terence Stamp e o ator e diretor Roberto Benigni. Fellini comparece numa entrevista em que fala sobre o papel do artista na sociedade e de como seus filmes se ajustam nesse contexto.

As fitas antigas selecionadas estão entre os principais trabalhos de Fellini. A Doce Vida (realizado em 1960), recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes e um Oscar de figurino. A história gira em torno do jornalista Marcello Rubini (vivido por Marcello Mastroianni), que, apesar de tentar ser um escritor sério, vive de escrever e fofocar para publicações sensacionalistas. Ele é indicado para acompanhar a chegada de uma nova atriz hollywoodiana (Anita Ekberg) no aeroporto de Roma. Marcello fica encantado pela moça e a acompanha nos passeios turísticos pela capital da Itália (Praça de São Pedro, Termas de Caracalla, Fontana de Trevi, onde acontece a famosa cena do banho com roupa). Como curiosidade, A Doce Vida foi responsável por perpetuar o termo paparazzi para aqueles que vivem tentando tirar fotos de celebridades.

Primeiro filme a receber oficialmente o Oscar de melhor filme estrangeiro, A Estrada da Vida (1954) é estrelado por Anthony Quinn e Giulietta Masina (esposa de Fellini). A história fala de Gelsomina (Masina), uma moça vendida pela própria mãe a Zampano (Quinn), um artista circense violento e dominador. Masina também protagoniza As Noites de Cabíria (1957), como uma prostituta de Roma que sonha em se casar e deixar de lado a vida que leva - a interpretação lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza. Enquadrado como neo-realista, o filme já apresenta algumas das características do cinema de fantasia, marca principal da obra de Fellini.

Filmes

A Estrada da Vida (1954) - hoje e terça (dia 18), às 15 e 17h.

A Doce Vida (1960) - amanhã, segunda (dia 17) e quinta (dia 20), às 15h30.

As Noites de Cabíria (1957) - domingo e quarta (dia 19), às 15 e 17h.

Fellini - Eu Sou um Mentiroso (2003) - de hoje até quinta (dia 20), às 19 e 21h.

Super recomendado pra quem gosta de bons filmes e quer fugir dos blockbusters da vida, né? Eu senti falta dessa lista aí de cima de "Amarcord", um filme delicioso na minha opinião!

E tem coisa mais apaixonante do que um personagem felliniano?


"EUA TÊM PUNKS CONSERVADORES E PRÓ-BUSH"

Parecia impossível, mas um novo tipo de movimento está crescendo nos Estados Unidos: o dos Roqueiros Republicanos.

De coturno e cabeça raspada, Michael Graves é o retrato do punk rock que apoia George W. Bush. Ele lidera a banda Gotham Road, que acaba de iniciar uma excursão pelo país. No palco ele vocifera letras iradas e obscuras. Fora dele, Graves também é conhecido por seus rompantes raivosos e suas posições conservadoras.

Apoio a Bush

"A cultura pop está propagando a agenda da esquerda radical, e nós estamos em guerra em vários níveis diferentes", escreveu o músico em uma de suas colunas no site conservativepunk.com, um dos vários endereços novos na internet para punks republicanos. Gotham Road é um dos conjuntos que se posicionam contra bandas anticonformistas, embora eles representem uma porcentagem pequena do cenário punk.

"- Eu apóio esse governo por causa dos valores do presidente", diz Graves. "Acredito que ele esteja levando o país para a direção correta."
"- Existe alguém melhor para o cargo? Pode ser, mas dos candidatos a disposição atualmente, ninguém é melhor do que George W. Bush."


Nick Rizzuto, um punk de 22 anos e fundador do conservativepunk.com, se define como um "punk capitalista". "Não vejo nada de punk em apoiar aumento de impostos", diz ele.
"Acho que o ponto de vista conservador é mais punk que o liberal por dar mais ênfase à responsabilidade pessoal."

Anti-Bush

Quando o punk rock emergiu em meados dos anos 70, o movimento se identificou com uma certa revolta juvenil. Ele era contra o sistema e de tendência política mais esquerdista. Enquanto bandas como o Sex Pistols pregavam a anarquia e o niilismo, outras mais politizadas como o Clash abraçavam a esquerda.
A maioria das bandas americanas de hoje continua se posicionando de acordo com a tradição do Clash. Cerca de 200 bandas liberais e esquerdistas, incluindo o Green Day e o Foo Fighters, apoiaram o site punkvoter.com, que pede para que os fãs votem contra o presidente George W. Bush nas eleições americanas de novembro. Eles acabaram de lançar uma coletânea de músicas que atacam Bush.
"Uma das mensagens que dizemos às pessoas é para elas se registrarem e votarem contra George W. Bush", diz Justin Sane, vocalista da banda Anti-Flag.

Os conservadores também ambicionam uma fatia do eleitorado jovem.

Alguns críticos enxergam o surgimento dos punks conservadores como um reflexo do grau de polarização nos Estados Unidos neste ano de eleição. "Antes existia uma sensação de que votar não fazia diferença", diz Anthony De Curtis, um crítico de rock da revista Rolling Stone. "Essa atitude parece não estar valendo para o momento atual e o punk rock está refletindo isso."

Ramones

Existem poucos precedentes de roqueiros que apóiam os republicanos, mas é possível citar alguns casos: Johnny Ramone, guitarrista dos Ramones, vem apoiando publicamente o partido há anos. Quando a banda foi introduzida no Hall da Fama do Rock'n Roll, em 2002, ele declarou: "Deus abençoe o presidente Bush e a América".
Para muitos, a idéia de Bush ser apoiado por punks é uma contradição. Para outros faz um certo sentido perverso, dada a postura agressiva de sua administração. "A direita se tornou mais punk, mais agressiva do que a esquerda", diz DeCurtis.

Ainda assim, roqueiros como Michael Graves se sentem por vezes alienados do resto do cenário punk: "- As vezes me sinto bastante fora de moda", diz ele.

DAMIEN FOWLER
da BBC, em Londres

Francamente...
O que eu tenho a dizer é que esse Michael Graves é tremendo otário e sua idéias igualmente ridículas. Realmente bem fora de moda.


13.5.04


Vamos lá, listinha de filmes PARTE 2 - de B a C

47. BAGDAD CAFÉ (Bagdad Cafe/ Out of Rosenheim, Alemanha / EUA, 1987)

48. BANZÉ NO OESTE (Blazing Saddles, EUA, 1974)

49. BARRADOS NO SHOPPING (Mallrats, EUA, 1995)

50. BEN-HUR (Ben-Hur, EUA, 1959)

51. BONNIE E CLYDE - UMA RAJADA DE BALAS (Bonnie and Clyde, EUA, 1967)

52. BOOGIE NIGHTS - PRAZER SEM LIMITES (Boogie Nights, EUA, 1997)

53. BRAZIL, O FILME (Brazil, Inglaterra, 1985)

54. CABARET (Cabaret, EUA, 1972)

55. CÃES DE ALUGUEL (Reservoir Dogs, EUA, 1992)

56. CALÍGULA (Caligola, Itália/ EUA, 1979)

57. CANTANDO NA CHUVA (Singin' In The Rain, EUA, 1952)

58. CARLOTA JOAQUINA - A PRINCESA DO BRAZIL (Carlota Joaquina - A Princesa do Brazil, Brasil, 1994)

59. CARRIE - A ESTRANHA (Carrie, EUA, 1976)

60. CARRUAGENS DE FOGO (Chariots of Fire, Reino Unido, 1981)

61. CASABLANCA (Casablanca, EUA, 1942)

62. CASSINO (Casino, EUA, 1995)

63. CHAPLIN (Chaplin, EUA, 1992)

64. CHORUS LINE - EM BUSCA DA FAMA (A Chorus Line, EUA, 1985)

65. CIDADÃO KANE (Citizen Kane, EUA, 1941)

66. CIDADE DOS SONHOS (Mulholland Drive, EUA, 2001)

67. CLEÓPATRA (Cleopatra, EUA, 1963)

68. CLUBE DA LUTA (Fight Club, EUA, 1999)

69. COCOON (Cocoon, EUA, 1985)

70. COMO AGARRAR UM MILIONÁRIO (How to Marry a Milionaire, EUA, 1953)

71. CONAN, O BÁRBARO (Conan, The Barbarian, EUA, 1982)

72. CONAN, O DESTRUIDOR (Conan, The Destroyer, EUA, 1984)

73. CONTOS PROIBIDOS DO MARQUÊS DE SADE (Quills, EUA, 2000)

74. CORAÇÃO SATÂNICO (Angel Heart, EUA, 1987)

75. CORAÇÃO SELVAGEM (Wild At Heart, EUA, 1990)

76. CORPO EM EVIDÊNCIA (Body of Evidence, EUA, 1993)

77. CRASH - ESTRANHOS PRAZERES (Crash, Canadá/ EUA, 1996)

78. CRY-BABY (Cry-Baby, EUA, 1990)

Semana que vem tem mais!


"CONRAD VENTUR MANDA AVISAR!"

Electroclash Music CD - Critics Everywhere Love it!

Hi!

Larry Tee's new compilation has the critics excited!
Check out the latest reviews in URB and Outburn magazines (USA)!! They love it and you will too! It is on sale on the official Electroclash website. Also, the Badd Inc Compilation is also for sale as well - if you like Ave D you must get a copy today!

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Conrad Ventur
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9.5.04

7.5.04
"SKOL BEATS O CARALHO!"

Dá um look no line up do Festival Internacional de Benicàssim que vai rolar na Espanha nos dias: 5/6/7/8 de agosto e chore...

Confirmadíssimos!!

Air
Ash
B-Pitch Control Night
Belle & Sebastian
Blackstrobe
Brian Wilson
The Charlatans
The Chemical Brothers
City Centre Offices Night
Clem Snide
COH
Colder
Cooper
Crossover
The Dandy Warhols
Dead Combo
Dictaphone
Einstürzende Neubauten
Electrelane
Ellen Allien
FC Kahuna
Felix Da Housecat
Franz Ferdinand
Grupo Salvaje
Le Hammond Inferno
Her Space Holiday
The Kevin Yost Group
Kiki
Kings of Leon
Kraftwerk
Lali Puna
Lambchop
Lou Reed
Love with Arthur Lee
Luciano
Martini Brös
Mego Night
Miles Whitaker
Northern Lite
Organic Audio
Output Recordings night
Patrick Wolf
Paul Kalkbrenner
Paul Weller
Pet Shop Boys
Pita & Tina Frank
Pleasure
Sascha Funke
Scissor Sisters
Serafin
The Shins
Shlom Sviri
Smash TV
Snow Patrol
Spiritualized
Static
The Sunday Drivers
Thaddi Herman
Thomas Morr dj
Tiga
Tindersticks
Tobias Thomas
Trevor Jackson
Tujiko Noriko
Wire
Xela
Yann Tiersen

Será que é porque o patrocínio deles é da Heyneken? :OP

Mais detalhes clica aqui!


5.5.04
"ELE VOLTOU!"

Após 7 anos sem gravar, Morrissey volta com "You Are the Quarry"

THIAGO NEY da Folha de S.Paulo

Faz dez anos que Morrissey não lança um disco decente. Ou, faz sete anos que Morrissey não lança nada. Faz muito tempo.

Pois a partir deste maio será quase impossível não topar com algo relacionado ao ex-líder de uma das maiores bandas da história da música, autor de várias das mais tocantes, tristes, doces e amargas canções do pop e uma das mais cultuadas e perseguidas figuras do showbiz internacional.

No próximo dia 17, o cantor lança "You Are the Quarry", seu sétimo álbum de estúdio após o fim dos Smiths. Uma semana antes, chega às lojas européias o primeiro single do disco, "Irish Blood, English Heart". Mais: saem, também lá fora, dois DVDs cobrindo sua carreira e clipes. E ainda: é em 22 de maio que Steven Patrick Morrissey completa 45 anos.

O lirismo, a histeria e as flores jogadas ao palco voltam à cena. Morrissey está em turnê que começou em Las Vegas em abril e, hoje, inicia "residência" de cinco noites num teatro de Los Angeles --todas com ingressos esgotados.

Após concorridos e enormes shows na sua Inglaterra natal, o autor de "Everyday Is Like Sunday" e "The Ordinary Boys" começa peregrinação pelos festivais de verão do hemisfério Norte: estará no britânico Move (com, entre outros, Pixies, Cure), no Reading Festival (The Darkness, 50 Cent), no ressuscitado Lollapalooza (Sonic Youth, Flaming Lips), no variadíssimo Roskilde (David Bowie, Dizzee Rascal) e seu nome deve aparecer na escalação do gigantesco Glastonbury, ao lado de Paul McCartney.

E não pára. É Morrissey o curador do tradicional Meltdown Festival, que acontece entre 11 e 27 de junho, no Royal Festival Hall, em Londres. Entre os convocados por "Mozz" ao evento estão desde os pré-punks New York Dolls até os novos punks The Libertines, passando por Nancy Sinatra.

A relação do "maior inglês vivo" (segundo o jornal "The Guardian") com a filha de Frank estende-se ao novo disco da cantora, "To Nancy with Love", na canção "Let Me Kiss You". É o começo da nova fase de Morrissey.

O disco

"You Are the Quarry" vem movimentando a internet e a imprensa estrangeira. No Brasil, o disco chega na primeira quinzena de junho, de acordo com a BMG.

Segundo relatos da crítica européia --e de acordo com algumas canções que já estão on-line--, o álbum não deve nada ao que Morrissey já produziu anteriormente. É coisa para se levar em conta, já que estamos falando do homem que escreveu "Suedehead" (de "Viva Hate", de 1988), "You're Gonna Need Someone on Your Side" ("Your Arsenal"; 1992), "Now My Heart Is Full", "The More You Ignore Me, the Closer I Get" ("Vauxhall and I", 1994).

"YATQ" é, também, amargo, oportunidade de Morrissey para criticar desafetos. No primeiro single, "Irish Blood, English Heart", canta: "Permanecer ao lado da bandeira, sem sentir-se envergonhado ou racista". Refere-se ao episódio em que foi chamado de "racista" pelo semanário "New Musical Express", em 1992. Durante show em Londres, Morrissey, a certa altura, vestiu-se com a Union Jack, a bandeira do Reino Unido, o que foi interpretado como nacionalismo --e não ajudou o fato de Morrissey ter feito a música "The National Front Disco" (National Front é o nome de um grupo neonazista britânico; o cantor diz que é uma paródia).

Depois disso, Morrissey deixou a Inglaterra, mudou-se para a Irlanda e, depois, para Los Angeles.

Outro torpedo do novo disco de Morrissey aparece em "The World Is Full of Crashing Bores", em que cita o caso em que seus ex-companheiros de Smiths Mike Joyce e Andy Rourke entraram na Justiça pedindo porcentagem maior nos direitos das músicas da banda --de 10% para 25%. Rourke fez um acordo, mas um juiz britânico deu ganho de causa a Joyce e, além de determinar uma multa de mais de 1 milhão de libras, classificou Morrissey como "traiçoeiro e desonesto".

"Se Joyce and Rourke e [Johnny] Marr [guitarrista e letrista] tivessem intercedido e dito algo em minha defesa... Mas eles deixaram o juiz falar coisas odiosas sobre mim que eles sabiam que não eram verdade", disse Morrissey ao "Guardian".

Os Smiths, de 1982 a 1987, produziram alguns dos mais importantes discos do pop, como "The Queen Is Dead", e canções impressionantemente belas como "There Is a Light that Never Goes Out". Mas, pelas declarações de Morrissey, dá para ter uma idéia de uma "possível" volta da banda.


"ADORO; SOU FÃ!"

Duas exposições em Londres exploram temas mórbidos

JULIANO ZAPPIA, free-lance para a Folha, de Londres

Um espelho negro coberto por milhares de moscas mortas. Um boneco mumificado emitindo grunhidos, com um pacote de cigarros na cintura. Bem-vindo ao mundo da Brit-Art, um território em que a polêmica, o choque e animais cortados em pedaços têm presença garantida e freqüentam as manchetes dos jornais.

Pelo menos é como tem sido desde o começo dos anos 90, quando uma geração de artistas britânicos começou a chamar a atenção pela capacidade de provocar polêmica com suas obras. A epítome foi a exibição "Sensation" (97), que reuniu obras como uma vaca serrada, por Damien Hirst, e uma Virgem Maria negra, com estrume de elefante em algumas partes, por Chris Ofili.

Duas exposições atualmente em Londres retratam a essência dessa geração apelidada de Young British Artists: "In-A-Gadda-Da-Vida", na Tate Modern, e "New Blood", na Saatchi Gallery.

"É ótimo que os dois eventos tenham sido programados para a mesma época", disse à Folha um porta-voz da Saatchi. "Um não existiria sem o outro. Foi a capacidade de observação de Charles Saatchi com a inventividade e força de artistas como Damien Hirst e Sarah Lucas que colocaram a arte britânica de volta ao mapa."

Sem o dinheiro de Charles Saatchi, que financiava e encomendava obras de artistas iniciantes, a Brit-Art não seria a mesma. Com uma grande galeria no coração turístico e cultural da cidade, ele está tirando proveito de sua enorme "coleção particular". "New Blood" é a nova exibição e traz, em cerca de cem obras, o que de mais novo é produzido nas artes e foi adquirido pelo mecenas inglês.

Apesar de complementares, as mostras são diferentes. "In-A-Gadda-Da-Vida" é a celebração da amizade e do amadurecimento de três forças criativas já estabelecidas internacionalmente em torno de um mesmo tema: o Jardim do Éden. "Trata-se de uma série de discussões, que duraram cerca de uma ano e meio, entre Damien Hirst, Sarah Lucas e Angus Fairhurst", diz a curadora da Tate Clarrie Wallis. "As peças funcionam bem juntas devido ao processo: enquanto um criava uma obra, os outros reagiam e começavam uma outra peça."

Durante o tempo em que a reportagem da Folha passou na galeria, o que se viu foi surpresa, indignação e ataques de riso. Foi assim com a estudante de moda Karen Claydon quando viu "The Pursuit of Oblivion", obra de Hirst inspirada no quadro "Painting", de Francis Bacon. "Não sei o porquê, mas os peixes nadando neste ambiente grotesco me fizeram rir", diz Claydon.

"Todos os três usam o humor", diz Clarrie. "É uma estratégia subversiva, desconcertante. Mas essa obra de Hirst é extraordinária. Ele criou um monumento surrealista em três dimensões."

Exposições em Londres questionam o sentido da arte

A enorme estrutura de aquário da obra "The Pursuit of Oblivion", tema recorrente na carreira de Damien Hirst, chama a atenção na Tate Modern, em Londres. Dentro do quadro tridimensional, uma vaca cortada ao meio, pendurada em ganchos de frigoríficos, está rodeada por peixes que nadam e se alimentam do corpo do animal morto. No fundo, um crânio e uma concha repousam sobre um banco perfurado por facas. Garrafas de champanhe, um capacete, uma frigideira e um guarda-chuva compõem o resto da peça, que lembra obras de Dalí.

Apesar do riso de alguns visitantes, "Pursuit" é uma das peças mais chocantes da mostra na Tate. "Senti-me um pouco mal", diz a professora Rica Patiantosch, 29. "Mas acho que esse é o papel da arte. Foi para isso que vim."

Algumas das obras na Tate estão confundindo os visitantes. Tanto que a função de um empregado é alertar as pessoas de que o lugar em que elas acabaram de colocar a bolsa é, na verdade, uma obra de arte. Trata-se de "Spam", de Sarah Lucas, um bloco de poliestireno pintado de rosa que pouco chama a atenção. "Entendo que possa causar confusão, mas o tema de 'Spam' é recorrente no trabalho de Sarah. A artista costuma pegar elementos do dia-a-dia, nesse caso uma pasta de carne que era comercializada nos períodos de guerra, e a expõe em um contexto diferente. É algo minimalista e cheio de humor britânico", diz a curadora.

A impressão, para alguns, é realmente essa: que tudo não passa de uma piada. "Não achei nada chocante", diz o gerente de marketing Frans Waals, 59. "Muitas das obras parecem ter apenas um título irônico, um humor que funciona apenas no começo."

Marcus Cope, 23, que além de trabalhar na galeria é estudante de artes, já viu muita gente reclamar. "Tem visitante que não tem vergonha de dizer bem alto que as obras são uma merda, mas percebo que a reação da maioria das pessoas é positiva", diz. "Ainda assim acho que a mostra tem um certo ar de circo, de 'freak show'."

"Freak show" é um dos adjetivos que os jornalistas de tablóide costumam usar ao se referir ao acervo de Charles Saatchi. E a culpa é de obras como os manequins dos irmãos Chapman que representam crianças com órgãos sexuais nos lugares em que deveriam estar nariz e boca.

Desde 2003, quando o colecionador abriu a sua própria galeria em um dos pontos turísticos mais movimentados de Londres, ao lado da roda gigante London Eye, mais de 500 mil pessoas já foram conferir de perto as obras.

Com a exibição "New Blood", a galeria espera aumentar o fluxo de visitantes. "São obras muito interessantes, várias estão sendo exibidas pela primeira vez, e isso está trazendo mais pessoas", revela o porta-voz da Saatchi.

Mas será que as novas aquisições, como uma gigante máquina de tear ou uma montanha formada com ratos mortos merecem atenção? Segundo a crítica britânica, não. Alguns jornais dizem que a técnica usada por Saatchi de comprar em quantidade quando o preço está lá embaixo e de adquirir peças de artistas novatos parece não funcionar.

"Novidade não tem o menor valor artístico, mas acabou se transformando na razão por trás da exposição (...). Será que o colecionador gosta do que ele está comprando?", escreveu o jornal "The Observer". Já "The Guardian" ataca: "Isso é o que acontece quando a arte contemporânea vira um fenômeno turístico. Para quem foi feita a exibição? Os artistas, a audiência ou para suprir as fantasias do colecionador?"

O público que anda lotando a galeria Saatchi também não parece interessado. "Achei tudo horrível. Parece que as peças foram escolhidas apenas para chocar", diz a produtora Emma Allen, 36.

Mas é essa a função da arte, chocar? "Acredito que sim. Ao longo da história, esse tem sido um de seus papéis mais importantes", diz Rob Bowman, organizador da "Beck's Future", competição e mostra que reúne artistas novos, em cartaz no ICA (Instituto de Arte Contemporânea). "Isso estimula um diálogo maior entre a obra e o público. Apesar de não ser algo intrínseco à arte, acho que é um elemento que deve ser levado em conta pelo artista."

É em exposições como a "Beck's Future" que Saatchi costuma buscar novos artistas. Uma das peças mais curiosas de "New Blood" é uma múmia que geme, criada por Francis Upritchard, vencedor do prêmio do ICA, em 2003. Neste ano, o brasileiro Tonico Lemos Auad está participando da "Beck's Future". Suas esculturas feitas com pêlos soltos de carpete e desenhos em cachos de bananas estão causando reação na mídia parecida com a que os artistas da Brit-Art costumam provocar. "Os jornais adoram uma polêmica, mas o público tem sido cativado pela inventividade das peças de Tonico. Acho que elas podem muito bem vir a fazer parte da coleção Saatchi", acredita Bowman.

Talvez a saída de "In-A-Gadda" resuma bem a história. Ao deixar a galeria, o visitante é obrigado a passar pela lojinha do museu. Nas prateleiras, livros, pôsteres etc. estampam o título da exibição. Ao lado dos caixas, perto dos cartões-postais, um livro traz como título a pergunta: "Mas será isso arte?".


4.5.04
"TCHURMA"

Intão, gente...

E o ORKUT tá uma febre mesmo, né?

Tá todo mundo se encontrando lá, e a rede de amigos só cresce! Sem falar nas comunidades, tem desde aquela pra discutir assuntos mais sérios, até aquela na qual as pessoas fazem suas confissões mais toscas, do tipo: " - Eu já peidei no elevador." Pode isso? Eu dou muitas risadas aqui... Fála sério...

E a ALL STARZ é claro que não poderia ficar de fora, né? Intão resolvi criar uma comunidade própria da nossa festinha.

E porquê? Pra reunir pessoas que tenham afinidades com as idéias aqui do blog! E também pra manter um contato mais de perto, já que na correria do dia-a-dia, dificilmente a gente dá uma paradinha pra ligar pra todos nossos amigos, né? Vai dizer...

O intuito desse comunidade é criar uma rede de amigos [e de amigos dos amigos!] pra gente se falar, contar novidades, fofocas, amenidades, bobagens, coisas sérias, saber onde vai ser a baladinha do final de semana, onde vai rolar aquele bafão, onde vai ter chill-in, chill-out, onde vai tocar aquele DJ bacana, casamentos, aniversários e batizados... (Só não vale xoxar ninguém e nem pedir dinheiro emprestado, viu!)



Quem quer participar?

Eu tou convidando porque acho que sempre vale a pena conhecer gente nova e interessante!! Ou mesmo trocar idéias com quem a gente já tem afinidades! E a comunidade já tem alguns membros e já está crescendo, viu!

Quem quiser se entrar tem que estar inscrito no ORKUT, depois disso fica fácil... e só apertar o JOIN e ser mais um membro da tchurma! :^D E pra quem quiser se inscrever no ORKUT me manda um mail no projetoallstarz@hotmail.com que eu repasso o link-convite!!

Beleza? Estamos esperando lá!

:^)

gil


3.5.04
"BACANÍSSIMO"

Se liga nesse toque bacaníssimo dado pelo meu amigo o DJ Tonyy!

Olha que legal gente, o documentário "Made in Shefield" que estreou na Europa no fim do ano passado, está sendo lançado em DVD! Mostra a cena dessa cidade, que é considerada o "berço" dos sintetizadores na Inglaterra, entre 77 e 82: - O fim do punk rock e o surgimento de novas e históricas bandas como The Human League, Clock DVA, Heaven 17, ABC, Vice Versa, Artery e Cabaret Voltaire!
É claro que além de synth/electro também mostra outras coisas como Def Lepard e Hula, que também vieram de lá, mas mesmo assim deve ser muito bom.

Mais detalhes, clique aqui:

www.sheffieldvision.com